O avião é símbolo nacional e chega a fazer quase uma apresentação por dia.
Apesar de sua tonelada e meia, o Tucano dança nas alturas com precisão. Avião nacional, estreou em
8 de dezembro de 1983, fazendo acrobacias na Esquadrilha da Fumaça, ou Esquadrão de Demonstração Aérea. Ótima propaganda para o modelo, adotado depois pela aeronáutica de vários países. E também marco de uma nova fase da esquadrilha, que tinha ficado seis anos sem existir, desde a aposentadoria de seus T-6 norte-americanos.
Até hoje Tucanos da Embraer riscam os céus do mundo. Voam de ponta-cabeça, dão cambalhotas, descem em queda livre, desenham corações, escrevem no ar. Já estiveram em Paris, na Cordilheira dos Andes, nas capitais e nos mais longínquos municípios brasileiros. Em alguns períodos, fazem quase uma apresentação por dia. Pode ser no aniversário da cidade, em desfile militar, prova de atletismo. Quando vão se apresentar, sempre se diz que o evento vai ter “até Esquadrilha da Fumaça”.
A performance deve-se a 13 pilotos dedicados, que precisam ter pelo menos 14 anos de formação profissional, 800 horas de instrução e 1.500 de voo para entrar na equipe. E, claro, aos técnicos de manutenção, não à toa chamados Anjos da Guarda.
Tudo começou com instrutores de voo da Aeronáutica que, entre uma aula e outra, faziam reuniões em segredo para experimentar acrobacias aéreas. Quando os superiores souberam, gostaram e incentivaram a ideia, em 1952. A primeira demonstração oficial foi em 14 de maio – data de aniversário da esquadrilha. A fumaça – e, consequentemente, o nome – veio logo depois. O truque: trata-se de óleo para limpar o motor colocado no tanque.
Para os 60 anos da Fumaça, a Academia da Força Aérea recebeu no fim de semana esquadrilhas e aviadores de vários lugares do mundo em Pirassununga, São Paulo. No vídeo ao lado você pode ouvir o sanfoneiro e aviador Waldonys, que também fez sua apresentação.