O ano em que o Brasil teve dois carnavais

“Com a morte do barão / Tivemos dois carnavá. / Ai que bom, ai que gostoso / Se
morresse o marechá”, publicou o jornal carioca A Noite, em 8 de abril de 1912.
Tratava-se do barão do Rio Branco, que morreu em fevereiro daquele ano. O
governo decretou luto e adiou o Carnaval para dois meses depois. A decisão
desagradou aos foliões, falou-se até em revolução, com ligas pró-Momo. O decreto
teve efeito contrário: o povo festejou duplamente, em fevereiro e abril. O diplomata
abolicionista ganhou homenagens. A capital do Acre, que ele como chanceler
incorporou ao território brasileiro, ganhou seu nome; assim como a Avenida Central
do Rio, por onde passaram duas vezes os foliões naquele ano. O jeitinho brasileiro
não poderia ter mais a ver com outra pessoa que não o barão. Para Rio Branco, só
havia duas coisas bem organizadas no País: “a desordem e o Carnaval”.

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