Histórias do Brasil

Drão: Amor de Gilberto Gil morreu para germinar

Gilberto Gil estava triste com o iminente divórcio de Sandra Gadelha, apelidada por Maria Bethânia de Drão, mãe de três de seus filhos (Pedro, Maria e Preta). Era começo dos anos 1980. Depois de aceitar ser jurado de um programa de rádio no interior de Minas Gerais, tomou um susto ao ler o nome da empresa de ônibus que o levaria à cidade: Viação Sandra.

No caminho, Gil foi reparando nas pessoas simples, nos personagens pitorescos que surgiam. Pensou nos filhos e na efemeridade da vida. Chegou ao fim do trajeto revigorado e aceitando a separação. E também com a letra de um de seus maiores sucessos num pedaço de papel: Drão, o amor da gente é como um grão / Uma semente de ilusão / Tem que morrer pra germinar

Para Sandra, a canção foi se tornando cada vez mais tocante. “A música fala exatamente de um tipo de amor que vive, morre e renasce de outra maneira. Nosso amor nunca morreu. Preta, nossa filha, chora muito quando ouve Drão”.

Por Bruno Hoffmann