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Tostão: gênio cruzeirense foi obrigado a encerrar carreira aos 26 anos

O atacante cruzeirense Tostão já era um dos jogadores mais badalados do Brasil quando, numa disputa contra o zagueiro Ditão, do Corinthians, em 1968, em partida realizada no estádio do Pacaembu, tomou uma violenta bolada no rosto. Seu olho esquerdo teve descolamento de retina. A conclusão do médico que o tratou: deveria encerrar a carreira imediatamente.

O craque não aceitou. Em 1970, foi um dos nomes mais importantes da conquista do tricampeonato mundial pela seleção brasileira. Dois ano depois, o Vasco resolveu contratar o maior artilheiro da história do Cruzeiro, com 249 gols. Pagou algo próximo a 17 milhões de reais em dinheiro de hoje, a maior transação da história do futebol brasileiro até então.

Pelo clube carioca, Tostão fez 44 jogos e marcou apenas sete tentos. O mau desempenho foi atribuído ao problema na vista. No início de 1973, resolveu se tratar por conta própria nos Estados Unidos. Não teve jeito. Em 4 de agosto de 1973, o jogador anunciou que encerraria a carreira com apenas 26 anos.

A diretoria do Vasco ficou brava, mas teve que se contentar com a resposta: “Eu quero voltar. Mas estou no meu jogo mais importante e, desta vez, a vitória não está dependendo apenas dos meus dribles”, afirmou o craque. Depois, se tornou médico e um dos mais elogiados cronistas esportivos do País.

Por Bruno Hoffmann