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Wilson Simonal até topou ser ponta da seleção de 1970

Copa do Mundo de 1970. No auge da carreira, o cantor Wilson Simonal acompanhava a seleção brasileira ao México. O clima de informalidade proporcionava uma grande interação entre o astro da músico e o ídolo do futebol, Pelé. Nas revistas, eram descritos como carne e unha. “Todo jogador quer ser cantor e todo cantor quer ser jogador”, confessa o Rei no documentário Simonal: Ninguém sabe o duro que dei, dirigido por Cláudio Manoel. Assim, canjas aconteciam na concentração, e também bate-bolas informais.

Após a contusão de um dos jogadores, o técnico Zagallo pensou em mandar buscar um atleta no Brasil. Aproveitando a auto-estima, digamos, elevada do artista, o capitão Carlos Alberto propôs: “Para que trazer alguém se temos o Simonal aqui? Simonal, você joga?”, perguntou, recebendo como resposta: “É, eu bato uma bolinha…”.

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Pelé e Simonal até trocaram de posição em capas de revistas (imagem: reprodução)

O resultado da brincadeira: “No dia seguinte, fomos treinar. Não deu 15 minutos de aquecimento e ele se sentiu mal”, descreve às gargalhadas Pelé. Por causa da altitude e da falta de preparo, o cantor teve de ser socorrido e tomar oxigênio. “Só quando ele acordou e viu que estava todo mundo rindo é que percebeu que era uma gozação”, conta Chico Anysio no documentário, que busca esclarecer os reais acontecimentos que levaram Simonal ao ostracismo. Segundo o comediante, o cantor reunia um misto de ingenuidade e pretensão tão grandes que “acreditava que podia até ser o ponta-direita da seleção de 1970!”.

Por Bruno Hoffmann