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Barriga de Leila Diniz provocou revolução em 1971

Maria Helena Malta, repórter e amiga de Leila Diniz, cansou de sugerir matérias com a atriz na revista Claudia, em 1970. “Ela não tem nada a ver com o nosso público”, respondiam os editores. A brecha veio na gravidez de Leila, que parecia aproximar a rebelde dos temas da publicação.

A repórter e o fotógrafo Joel Maia a encontraram em 15 de agosto de 1971 na ilha de Paquetá. Ela curtia a gravidez à vontade, de biquíni, na casa onde o marido Ruy Guerra trabalhava. “Como você quer tirar as fotos, Leila?”, perguntou a reportagem. “Assim mesmo está ótimo”, disse ela, sem saber quanto as imagens do barrigão descoberto na praia virariam um clássico da iconografia feminina no País.

Na edição da Claudia de outubro, pela primeira vez a sociedade deparava-se com uma barriga de oito meses de gravidez foras dos livros de medicina. A antropóloga Miriam Goldemberg comenta: “Leila fez uma verdadeira revolução simbólica ao revelar o oculto, a sensualidade feminina fora do controle masculino, em sua barriga de grávida ao sol”.

Da Redação do Almanaque Brasil