Esportes Histórias do Brasil

Santos precisou de três finais para levar a Libertadores

Em 1962, Santos e Peñarol se enfrentaram pela segunda partida das finais da Libertadores da América, na Vila Belmiro. O time brasileiro, que vencera o jogo de ida, precisava apenas de um empate. Ia perdendo por 3 a 1 quando iniciou a reação. No apito final, 3 a 3.

Os santistas deram até a volta olímpica, mas o juiz chileno Carlos Robles contrariou o que todo o estádio assistira. Para ele, o jogo tinha terminado aos sete minutos do segundo tempo, quando o placar ainda estava 3 a 1. Só levou a partida até o fim por medo da “exaltada torcida santista”.

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O jornal “O Estado de S. Paulo” no dia seguinte à conquista (imagem: reprodução)

Para tirar a teima, marcou-se um terceiro jogo. O palco escolhido foi neutro: o Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Lá, em 30 de agosto de 1962, a melhor linha de ataque que um clube brasileiro já formou (Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, em ordem na foto que abre este texto) não deixou espaço para dúvidas. Meteu 3 a 0 e tornou-se o primeiro time do País a ser campeão da Libertadores.

Por Bruno Hoffmann