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Hélio Gracie desafiou de judocas a capoeiristas

Ele media um metro e setenta e cinco e pesava 63 quilos. Apesar do corpo franzino, é considerado o maior lutador brasileiro de todos os tempos. Criador de uma técnica disseminada no mundo inteiro, a brazilian jiu-jitsu, Hélio Gracie nasceu em Belém do Pará em 1913. Radicado no Rio desde criança, teve contato com o jiujítsu pelo irmão, que aprendera a arte com um japonês e ensinava na cidade.

O garoto só observava as aulas do irmão. Ressentia-se de não ter físico para aguentar as lutas. Aos poucos, criou sozinho técnicas como a alavanca, que potencializa a força de qualquer um, e os combates de solo. Para provar o poder do estilo, desafiou oponentes muito mais fortes e pesados. Aos 16 anos venceu o campeão brasileiro de boxe. Aos 18, o vicecampeão mundial de vale-tudo. Derrotou o maior capoeirista da época. Em menos de cinco minutos venceu o campeão japonês de sumô e o segundo maior judoca do mundo. Só conheceu a derrota numa épica luta contra o judoca japonês Masahiko Kimura, em 1955. A luta foi dura e, admirado, o oponente convidou-o a mostrar o estilo no Japão.

A técnica foi transmitida para toda a família e tornou o sobrenome Gracie sinônimo da arte marcial. Hélio, que morreu em 2009, dizia que o jiu-jítsu criado por ele só seria derrotado por acidente. “Se eu lutar 100 vezes contra o Hollyfield, perco duas ou três”, desafiava. E não gostava da fama de brigão que os lutadores da arte marcial adquiriram com o tempo. “Todo brigador é covarde e inseguro. O homem seguro e confiante domina a pessoa com a moral, não com briga.”