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Biriba urinava nos companheiros de time para dar sorte

Tudo começou quando Biriba, um vira-lata que o jogador Macaé encontrou na rua, invadiu um jogo que o Botafogo venceu, em meados de 1948. Bastou para que Carlito Rocha, lendário presidente que amarrava cortinas para “prender” as pernas dos adversários, adotasse o cão como mascote. Biriba passou a viver a pão de ló. Mas tinha lá suas tarefas, como fazer xixi na perna dos jogadores para dar sorte ou correr atrás da bola em momentos críticos, atrasando a reposição.
Teve até dirigente de outros clubes querendo sequestrar o talismã. Para assegurar sua integridade física, Macaé provava a comida do cachorro antes de ela ir para o pote, evitando envenenamentos. E não adiantou o Vasco proibir a entrada de animais em seu estádio. Carlito pegou a mascote no colo e esbravejou que ninguém impediria a entrada do presidente do Botafogo.

Coincidência ou não, o clube sagrou-se campeão invicto no Campeonato Carioca de 1948, após 13 anos sem título. Biriba posou na foto oficial do time e ganhou uma coleira de ouro. Era o ápice. Porém, tudo o que sobe desce. Os cartolas seguiram apostando no potencial do vira-lata. Chegaram até a cortar um jogador para levar o cão numa excursão. Mas a campanha do time foi pífia, e Biriba viu-se condenado ao ostracismo. Entretanto, até hoje o cachorro é tido como um dos símbolos do Fogão. Em 2008, o time relembrou a história, lançando o boneco Biriba e escalando o beagle Perivaldo como seu representante. Além de ser alvinegro como
o Botafogo, Perivaldo tem uma curiosa marca de nascença nas costas: uma solitária estrela branca, como o brasão do clube.