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Chapéus de Indiana Jones foram feitos em Campinas

Mesmo quando entram nos editoriais de moda como tendência, chapéus têm ar de passado, certo? Não para a Fábrica de Chapéus Cury. Ela funciona sem interrupção desde 1920, quando o produto fazia parte de qualquer figurino que se prezasse. “Sempre há consumidores para nós. O desafio é encontrá-los, pois os gostos mudam”, acredita Paulo Cury, diretor comercial da última fábrica do acessório no Brasil.

A Cury já passou pela fase de chapéus sociais masculinos, os de estilo gaúcho e, agora, os usados por caubóis do agronegócio e da música sertaneja. Em 1981, um dos exportadores americanos da Cury ligou para encomendar um chapéu especial para certo personagem de aventura. Os empresários não podiam imaginar o sucesso
que ele faria na cabeça de Indiana Jones, arqueólogo vivido por Harrison Ford nas telonas. Depois de 32 anos e quatro filmes, já saíram da fabricante oficial do modelo mais de 500 mil unidades da peça. O astro americano não foi a única
personalidade a andar por aí com um Cury na cabeça. Os chapéus estão no armário de cantores como Sérgio Reis, Chitãozinho e Xororó e no acervo de novelas como O Rei do Gado.

A fábrica de produção artesanal fez história em Campinas, onde se abrigava numa enorme construção com caldeiras a vapor, até se mudar para sede reduzida em Jaguariúna no ano passado. Mas sem jamais apagar as caldeiras.