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Ziraldo: Criança gosta de ser levada a sério

Quando pequeno, o filho de Zizinha e Geraldo adorava as histórias de Gulliver, Alice no País das Maravilhas e os contos dos irmãos Grimm lidos pela mãe. Até
que caiu em suas mãos um gibi do Super-Homem, em um tempo em que quadrinhos eram considerados inimigos da leitura. “Entendi aí o meu futuro”, afirma um dos maiores escritores infantis do País.

A literatura para crianças foi quase um acaso, mas ele estava preparado: sabe encarar os pequenos de igual para igual. “Para falar com eles não é preciso usar
diminutivo nem ficar de nhe-nhe-nhem. Criança gosta de ser levada a sério”, ensina ele. A teoria deu certo.

Conhecido pela fundação e engajamento no Pasquim durante a ditadura, o mineiro de Caratinga mudou o enfoque da sua vida profissional depois do sucesso de O Menino Maluquinho, em 1980. Aos 80 anos, completados em 24 de outubro (apropriadamente, mês das crianças), acumula cerca de 150 obras publicadas. Vendeu aproximadamente oito milhões de livros no mundo inteiro, 350 mil só no exterior. Sem falar nos filmes, peças teatrais e séries baseados em suas histórias. Até apresentador de programa ele virou, com o ABZ do Ziraldo, que vai ao ar na TV Brasil. O fã do menino-prodígio Robin, dono de uma coleção de 300 coletes, adorador do “era uma vez” e profundo conhecedor do código alfabético da Zizinha continua achando que uma criança maluquinha torna-se um adulto bacana. E segue insistindo na equação que o norteia: quanto mais os pequenos gostarem de ler, melhor o País será.

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