Almanaque Brasil

Inspirado nos antigos almanaques que povoaram a memória de milhões de brasileiros, o Almanaque Brasil nasceu em 1999, em forma de revista, a partir de um sonho antigo do artista gráfico Elifas Andreato.

De 1999 a 2014, a publicação foi distribuída mensalmente em voos da TAM, em textos leves e criativos. A diversidade nacional passou a ganhar contornos originais.  É a mesma ideia que permeia, agora, este portal: ser um grande vulgarizador da memória do País.

Ilustres brasileiros juntam-se a desconhecidos notáveis, a ciência divide espaço com a cultura popular, personagens do Brasil de ontem encontram-se com os do Brasil de hoje. História, causos, esportes, design, política e artes se misturam e se completam.

Além da revista (e, agora, deste portal), a equipe do Almanaque também desdobrou o conteúdo de brasilidades em outros formatos. Entre os produtos lançados nos últimos anos estão exposições culturais, publicações customizadas, projetos musicais e produtos audiovisuais autorais.

Não há como acessar os textos sem se surpreender com a histórias desse País. Boas histórias para contar sobre o Brasil, temos certeza, nunca faltarão.

Elifas Andreato


Elifas Andreato, artista gráfico e jornalista, nasceu no Paraná em 1946. O marco inicial da sua carreira é 1965, quando trabalhava como torneiro mecânico na Fiat Lux, em São Paulo, e começou a pintar painéis que decoravam os bailes da fábrica aos sábados. Nos anos 1960, já trabalhava na Editora Abril, onde participou da equipe de criação de inúmeras revistas, fascículos e coleções, como Placar, Veja e História da Música Popular Brasileira.

Nos anos 1970, fundou órgãos da imprensa alternativa como Opinião, Argumento e Movimento. Iniciou também o trabalho como programador visual para peças teatrais memoráveis. Ainda nesse período, destacou-se como criador de capas de discos para os mais importantes nomes da MPB. Ao longo da carreira, calcula que tenha produzido em torno de 400 trabalhos – capas antológicas de praticamente todos os grandes nomes da nossa música.

Nos anos 1990, seu trabalho voltou-se para a área editorial, tornando-se responsável pelas históricas coleções MPB Compositores e História do Samba, ambas lançadas pela Editora Globo. Outra atuação importante foi a participação no Projeto Memória, para o qual criou grandes exposições itinerantes sobre figuras como Monteiro Lobato, Rui Barbosa e Juscelino Kubitschek.

Ao longo da carreira, Elifas promoveu dezenas de mostras com sua obra nas principais cidades do País. Também elaborou programas televisivos exibidos na TV Brasil e TV Cultura, dedicados ao resgate da memória do País e dos grandes fatos e personagens da nossa história.

Em 2011, pelo conjunto da obra, recebeu o Prêmio Especial Vladimir Herzog, concedido a pessoas que se destacam na defesa de valores éticos e democráticos e na luta pelos direitos humanos. O reconhecimento, assim como a comenda da Ordem do Mérito Cultural, se junta a diversos prêmios que recebeu ao longo da carreira pela contribuição ao País, seja no campo artístico, político ou social.