Saiba quem são os artistas que estampam as capas especiais das edições comemorativas de 10 anos do Almanaque

{julho de 2009}

Leonardo Soares (novembro de 2010)
O artista que assina a capa do ALMANAQUE deste mês é paraibano. Desde cedo, a fascinação por encartes e capas de discos revelaram os dois assuntos que permeariam sua vida: música e design. Formado em publicidade em João Pessoa, hoje Leonardo vive no Recife. É guitarrista por hobbie e diretor de arte da agência Aliança Comunicação e Cultura. Faz ainda ilustrações para publicações da editora Abril, como Viagem e Turismo, Men`s Health e Você S/A, além de realizar projetos gráficos. Para conhecer mais de seu trabalho, confira sua página no Flickr: www.flickr.com/leonardohss.

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Ricardo Cammarota (outubro de 2010)
O paulistano começou cedo a vida profissional. Aos 18 anos já era diretor de arte em uma agência de publicidade. Desde 2003 comanda um estúdio de ilustração voltado principalmente para os mercados editorial e publicitário. Seus trabalhos são conhecidos do grande público pelas ilustrações que produz para o caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo. No jornal, mistura estilos – aliás, a mescla de diferentes técnicas é uma marca de Ricardo – para ilustrar os textos de articulistas como o escritor e filósofo Luiz Felipe Pondé. Também colabora como chargista em sites internacionais e dá aulas de ilustração editorial no Istituto Europeo di Design, em São Paulo. Para saber mais sobre o capista do mês do Almanaque, acesse www.rica-ilustracao.com.br e www.cammarota.com.br.

Rubens LP (setembro de 2010)
O artista paulistano deu início à carreira de designer em 1998, quando entrou na faculdade de Desenho Industri al. No mesmo ano, passou a desenvolver trabalhos para internet, revistas e escritórios de arquitetura, seja como ilustrador ou diretor de arte. A partir de 2006, voltou-se exclusivamente à ilustração. Desde então, produziu trabalhos para empresas de grande porte, como Nike, Microsoft, Coca-Cola, entre outras. Também viajou pelo mundo para participar de exposições: Estados Unidos, Reino Unido, República Tcheca, Japão, Alemanha. Para conhecer mais sobre o capista do mês, “um apaixonado por cultura popular”, como se define,  acesse www.rubenslp.com.br.


Mario Bag (agosto de 2010)
O sonho na adolescência era ser músico de rock, mas este carioca da Tijuca descobriu a aptidão para a ilustração aos 20 anos, quando ingressou na Escola de Belas Artes. A partir de então, publicou ilustrações em revistas, campanhas publicitárias e capas de disco. O trabalho com o público infantil tornou-se uma marca do artista, estendendo-se também para os textos. É autor de livros infantis que ajudam a desvendar para a molecada as coisas do Brasil, como ABC & Outros Bichos, 1,2,3 & Outras Coisas, 13 Lendas Brasileiras, Papa-Figo e Outras Lendas do Brasil, Histórias Aumentadas e Mentiras Caipiras. Para conhecer mais sobre o trabalho do capista do mês do Almanaque Brasil, acesse www.mariobag.blogspot.com
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Rafael Nascimento (julho de 2010)
O capista da edição de julho formou-se em Design pela Unesp em 2002. Desde então, trabalha para agências de design e publicidade. Os clientes são diversificados, como grandes empresas brasileiras, multinacionais e organizações não governamentais. Também desenvolve projetos em tipografia, além de fazer parte do coletivo Chippanze (www.chippanze.org), grupo que se dedica à música feita com videogames e computadores antigos. Para esta capa do Almanaque, dedicada à história das nossas novelas, compôs uma espécie de mosaico com imagens de tramas que ficaram na cabeça de milhões de brasileiros. Para conhecer mais sobre o trabalho de Rafael Nascimento, acesse seu site: www.escaphandro.net

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Felipe Guga (junho de 2010)
O ilustrador e designer Felipe Guga formou-se pela PUC do Rio de Janeiro em 2005. O trabalho com moda se tornou constante em sua recém-iniciada carreira. Assinou campanhas de marcas de roupas nacionais e internacionais, como Aüslander, Redley, Reserva, Isabela Capeto, Billabong Austrália. Concomitantemente, atuou em grandes agências de publicidade. O trabalho também se estendeu para publicações impressas, ao colaborar com as revistas Vogue, Capricho, TPM e do Shopping Leblon. “Saber que um desenho que fiz mudou o humor de uma pessoa, ou a inspirou a também ter novas ideias, é divino, não tem preço”, diz. Para conhecer mais do trabalho de Felipe Guga, acesse www.felipeguga.com. Ou vá direto ao Flickr: www.flickr.com/felipeguga.

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Joana Lira (maio de 2010)
A recifense era a desenhista da turma quando pequena. Resolveu seguir o talento artístico e entrou numa faculdade de design gráfico. Logo realizou a exposição individual Bichos Aloprados, que considera o marco inicial de sua ascendente carreira. De lá para cá, passou a assinar cenários, linhas de cerâmica, esculturas, ilustrações, capas de discos e revistas, como esta, feita especialmente para o Almanaque.
Apaixonada pelo Carnaval, Joana considera como seu maior trabalho o projeto de cenografia e identidade visual que desenvolve desde 2001 para o Carnaval do Recife. “A minha relação emocional com o Carnaval sempre foi muito forte. Agora sou uma das criadoras que vestem minha cidade natal durante as festas”, conta a artista, que mora em São Paulo há mais de 10 anos. Conheça mais do trabalho de Joana Lira em www.joanalira.com.br

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.Simone Belintani (abril de 2010)
A ilustradora e designer que ilustra a capa desta edição do Almanaque era daquelas meninas que tinham os cadernos escolares preenchidos com desenhos de tudo que é tipo. Formou-se em Comunicação Social, sem nunca deixar de lado os anseios artísticos. Hoje é diretora de arte de uma agência de publicidade no interior paulista. Para criar, se inspira em situações do cotidiano. O cinema, os livros e a art nouveau também são decisivos para sua arte, caracterizada por incursões no retrô. Simone tem trabalhos publicados em revistas como Zupi, Capricho, Kino, Woof, além da britânica Jungle Drums. Também ajuda a ilustrar o site Camiseteria. Atualmente, parte de suas obras está exposta na galeria de artes virtual Foto na Parede (www.fotonaparede.com.br). Para conhecer outras obras da artista, acesse  www.flickr.com/photos/simonebeli.

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Stephan Doitschinoff (março de 2010)
Conhecido como Calma, o paulistano tornou-se artista sem frequentar escolas. Cresceu em meio a um ambiente religioso – o pai é pastor evangélico; os avós, espíritas – e conviveu com umbandistas e hare krishnas. Estas influências aparecem em suas obras, ao discutir assuntos como redenção, culpa, salvação  e transcendência.
Adolescente, aproximou-se dos movimentos punk e hardcore. Produziu capas de discos e cenários para shows. Desde 2002 se dedica à arte urbana, com pôsteres e adesivos. Seu estilo criativo lhe rendeu convites para expor na Europa e Estados Unidos. Ilustrou ainda diversos livros.
Em 2005 começou a realizar sua mais audaciosa experiência artística: pintar toda a cidade de Lençóis, na Bahia. Stephan transformou da igreja ao cemitério, passando pelas casas e pequenos comércios. Para realizar a proeza, viveu 
três anos no município.

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Mauricio Negro (fevereiro de 2010)
O paulistano Mauricio Negro é ilustrador, escritor e designer. Mantém uma carreira além das fronteiras do País. Já participou de exposições na Argentina, Alemanha, Eslováquia, México, Itália, Coreia do Sul e Japão.
No campo editorial, é autor de livros como Quem Não Gosta de Fruta é Xarope, Zum Zum, Zum, Balaio de Gato, Mundo Cão e A Palavra do Grande Chefe. Já ilustrou mais de 100 livros de outros autores.
Em 2005, passou uma temporada em Paris. Desde o retorno, seus trabalhos têm se caracterizado pela releitura poética das raízes ancestrais do Brasil, indígenas, africanas e populares de qualquer natureza. Muitas vezes usa materiais alternativos ou reaproveitáveis, tinturas naturais e elementos orgânicos. Além de pirografia, como nesta capa feita para o almanaque.


OSGEMEOS (janeiro de 2010)
Os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo grafitam desde os 13 anos. Começaram nos anos 1980, em muros do Cambuci, bairro paulistano onde moram – e pintam – até hoje.  Eles não têm página na internet e dificilmente assinam suas obras. Mesmo assim, é tarefa fácil tanto encontrá-las quanto reconhecê-las. A estética surrealista, carregada de brasilidade, espalha-se de ruas na cidade natal a um castelo escocês, passando por museus, catálogos e propagandas no mundo todo. Seus trabalhos estão presentes em mostras individuais de museus importantes, como o londrino Tate Modern, e em projetos como o que coloriu trens do metrô de várias cidades brasileiras – de João Pessoa a Porto Alegre. Para eles, a essência do grafite está nas ruas. “Quando os trabalhos vão para as galerias, deixam de ser grafite para ser arte contemporânea. Mas a técnica e o estilo não mudam.”

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Catarina Gushiken (dezembro de 2009)
Graduada em Design de Moda, Catarina atuou durante sete anos como estilista da Cavalera. Participou de eventos como a Semana de Moda e a São Paulo Fashion Week. Em 2007, inaugurou seu próprio estúdio, um espaço conceitual no qual apresenta suas criações como estilista.
Valendo-se de técnicas variadas, que vão de estamparia digital à pintura feita à mão, Catarina desenvolve peças personalizadas. O estúdio possui ainda um ambiente especial para alunos que desejam atendimento exclusivo. A designer também desenvolve trabalhos de ilustração em livros e revistas, como para a capa desta edição do Almanaque. Para saber mais sobre a nossa capista do mês, visite seu site: www.catarinagushiken.com.br

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Bruno Borges (novembro de 2009)
O fluminense Bruno Borges é designer e ilustrador. Começou a carreira em 2003 e, de lá para cá, desenvolve uma obra livre de amarras, sem a preocupação de aderir a um único estilo. “Sou aficionado por experimentalismo. Praticamente todas as coisas que me chamam a atenção são experimentais”, explica. Após passar uma temporada na Alemanha, se estabeleceu em São Paulo, onde tornou-se ilustrador e diretor de arte de agências de propaganda, para as quais cria os mais diferentes projetos. Publicou trabalhos em revistas no Brasil e no exterior. Em 2008, fez parte da Enox Expressions, exposição itinerante de artes gráficas contemporâneas. Durante seis meses, 17 cidades brasileiras receberam as obras. Este ano, conquistou o Prêmio Abril de Jornalismo na categoria Ilustração pelos desenhos que compõem a reportagem Traumas de Guerra, da revista Superinteressante.

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Zélio (outubro de 2009)
Pintor, artista gráfico, cartunista e escritor, Zélio Alves Pinto estudou pintura na Academie La Grande Chaumière, em Paris, cidade em que apresentou sua primeira mostra individual, enquanto trabalhava como correspondente da revista O Cruzeiro.
Ao longo da carreira, desenvolveu trabalhos para publicações como A Cigarra, Revista da Semana, Jornal do Brasil, Senhor e O Pasquim. Foi também produtor de tevê, diretor de museu e secretário adjunto de cultura do estado de São Paulo.
Irmão de Ziraldo, outro grande artista gráfico, Zélio é o criador do Salão de Humor de Piracicaba, considerado o mais importante do País. Para ele, o chargista tem o poder de, a partir de um ponto de vista irônico, retratar o momento político e social do País. “Chargista e humorista têm muito de arauto”, afirma.

Gringo Cardia (setembro de 2009)
O capista desta edição do Almanaque já atuou como arquiteto, artista plástico, designer, diretor de arte e diretor de videoclipes, desfiles de moda, ópera e teatro. Entre os destaques de sua carreira, estão projetos cenográficos de cerca de 100 peças teatrais, nas quais trabalhou com os mais reconhecidos diretores brasileiros. Em música, fez a programação visual de mais de 150 shows. Como designer gráfico, assinou capas de artistas como Tom Jobim, Chico Buarque e Marisa Monte. Também ganhou reconhecimento como diretor de videoclipes.
Atualmente, trabalha com produções visuais para o Afroreggae, Cufa (Central Única das Favelas) e Hutúz, prêmio de hip hop. A partir dessas atividades, projetou a exposição Estética da Periferia, que roda o País desde 2005. Ao lado da irmã, Gringa Cardia, comanda a Mesosfera Design.
A arte que Gringo preparou para a capa desta edição do Almanaque é livremente inspirada em Mulher com Braçada de Flores, de Di Cavalcanti.
Arte
Criação: Gringo Cardia
Confecção e design gráfico: Francesca Wade
Produção e Foto: Victor Haim

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Samuel Casal (agosto de 2009)
O ilustrador gaúcho Samuel Casal iniciou a carreira aos 16 anos. Na imprensa brasileira, colaborou com publicações como Superinteressante, Folha de S.Paulo, Exame e Viagem & Turismo.
Seus trabalhos cruzaram fronteiras. O artista ilustrou livros e publicou histórias em quadrinhos na França, Alemanha, Espanha, Chile, Bolívia e Argentina. Os trabalhos com gravura chegaram à Itália e Espanha. Uma das mais recentes criações é a história em quadrinhos Prontuário 666 – Os anos de cárcere de Zé do Caixão, publicada pela editora Conrad em 2008.
Com rápida ascensão, Samuel ganhou notoriedade e prêmios. Destacam-se as duas condecorações no Salão Internacional de Desenho para a Imprensa de Porto Alegre e os seis troféus HQMIX – dois consecutivos, como melhor ilustrador do Brasil.

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Rico Lins (julho de 2009)
O carioca Rico Lins é considerado um dos mais talentosos designers brasileiros. Notabilizou-se por seu estilo híbrido, valendo-se tanto de técnicas tradicionais, como gravura e colagem, quanto de digitais.
Formou-se em Comunicação Visual em 1979, época em que colaborava com jornais alternativos como Opinião e Pasquim. Decidiu continuar os estudos em Paris. Criou ilustrações para Le Monde e Libération, entre outros veículos. Também desenvolveu projetos para livros infantis. Logo depois, nova mudança: Nova Iorque. Era o novo diretor de arte da CBS Records. Desenvolveu trabalhos para mtv, Polygram, Times, The Washington Post e The New York Times.
Rico voltou ao Brasil em 1995, onde permanece criando ilustrações para livros e veículos de comunicação, como o Almanaque deste mês. É também professor do Istituto Europeo di Design.

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 Tide Hellmeister (junho de 2009)
O paulistano Tide Hellmeister é um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros, considerado virtuose na técnica da colagem. A carreira começou quando, com apenas 17 anos, foi contratado pela Excelsior para criar as vinhetas televisivas da emissora. Todas eram feitas à mão. Logo depois, um penoso desafio, produzido para um comercial de tevê: recortar milhares de homenzinhos que comporiam uma grande maquete do estádio do Maracanã. “Este dedo ainda tem um calo por causa disso”, confessava décadas depois.
Tide produzia compulsivamente. Ao estilo de cubistas e surrealistas, construía as peças a partir da superposição de fragmentos que não guardavam, necessariamente, relação entre si. Durante a carreira, teve mais de 30 exposições individuais, tanto no Brasil quanto no exterior. Seu trabalho pôde ainda ser visto em jornais e revistas. E também em capas de livros – foram mais de mil.
O capista do mês nos deixou em 31 de dezembro de 2008, um dia antes do ano novo.

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Ronaldo Fraga (maio de 2009)
Humor, ousadia e brasilidade são alguns dos elementos que permeiam a obra do estilista mineiro Ronaldo Fraga. Dentro das comemorações dos 10 anos do Almanaque, ele criou uma capa exclusiva para a edição de maio da revista.
Formado em estilismo pela ufmg, Ronaldo é pós-graduado na Parson’s School of Design, de Nova Iorque, e na Saint Martins School, de Londres. Entre as coleções que desfilou na São Paulo Fashion Week, destacam-se as inspiradas na vida e obra de ilustres brasileiros como Drummond, Guimarães Rosa, Nara Leão e Bispo do Rosário. Para além das passarelas, Ronaldo desenvolve uma série de projetos de geração de trabalho e renda em comunidades ligadas à indústria da confecção, utilizando elementos e saberes da cultura local. Em 2007, recebeu a Comenda da Ordem Cultural, concedida pelo governo brasileiro a personalidades que se destacam em ações pela cultura do País.

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Gustavo Rosa (abril de 2009)
O paulistano Gustavo Rosa é uma das figuras mais destacadas no campo das artes visuais brasileiras. Passou a se dedicar exclusivamente à pintura em 1967, quando abandonou a atividade publicitária. Realizou a primeira exposição individual em 1970. De lá para cá, se destacou por uma pintura lúdica, irônica, agressiva, em que desmascara o ridículo da vida humana.
Para Theon Spanudis, o desenho de Rosa é “exato, frio, matemático, singelo, agressivo e irônico”. “A emotividade está no belo e puro colorido, embora contido e controlado. Gustavo não é romântico, tampouco um revoltado e acusador. Ele brinca com nossas debilidades e insuficiências”, afirma o colecionador e crítico de arte.
Rosa já percorreu diversos países para expor seu trabalho. Em 1994, lançou uma grife com seu nome em Nova Iorque.

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