FEVEREIRO FEVEREIRO FEVEREIRO FEVEREIRO FEVEREIRO FEVEREIRO FEVEREIRO
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________________________DIA DA PAPILOSCOPIA
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________________DIA DO PUBLICITÁRIO
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___________________________DIA DO SURFE
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___DIA INTERNACIONAL DA LÍNGUA MATERNA
O carioca Miguel Gustavo morreu em 1972, aos 49 anos, deixando na memória dos brasileiros muitas músicas de comerciais, os jingles publicitários. Aos 19 anos, começou a trabalhar na discoteca da Rádio Globo. Fazia programas em versos. Dizia não saber ampliar situações, seu forte mesmo era “reduzir os textos”.
Passou a compor músicas publicitárias para comerciais de rádio. Uma delas, feita para um achocolatado em pó, foi adaptada para o carnaval. Na voz de Joel de Almeida, fez sucesso:

Quem sabe, sabe,
conhece bem,
como é gostoso,
gostar de alguém.

Criou comerciais famosos, como o da cachaça Tatuzinho.

Me abre a garrafa,
me dá um pouquinho.

Ou das lojas Príncipe: “Veste hoje o homem de amanhã.” Sua obra de maior expressão foi Pra Frente, Brasil, hino da torcida brasileira na copa de 1970. Também compunha sambas. Com Billy Blanco, nos anos de 1950 recuperou o samba de breque. Melhor cronista da época, suas músicas retratavam os acontecimentos da vida carioca. Em 1955, Café Soçaite criticava de forma bem humorada a alta sociedade do Rio. Nas ruas, “pegava no ar” comentários do povo, ingrediente para seu trabalho. Não conhecia nenhuma nota musical e afirmava:
“Só toco caixa de fósforos.”
Andava assobiando, “olhando a vitrina da vida”.
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__________DIA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO
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___________________DIA DO GRÁFICO
_____________DIA NACIONAL DO ESPORTE
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___________________________DIA DO COMEDIANTE
A invenção da escrita deu início à história. Graças a ela, foi possível armazenar conhecimento e experiência em escala superior à forma até então existente: a transmissão oral. O acúmulo de conhecimentos levou ao surgimento do livro. Por séculos considerado obra-prima de artesanato, o livro era executado à mão, testemunho da dedicação religiosa dos monges copistas. Mas o método não permitia difusão de informação em larga escala.
Os primeiros livros impressos surgiram na Europa, feitos por meio da xilografia. O primeiro a usar tipos móveis e reutilizáveis foi o holandês Laurens Coster. Mas foi o alemão Johannes Gutenberg quem, inspirado em histórias da China, desenvolveu tipos móveis de metal, em 1450. Letras, números e sinais de pontuação eram agrupados manualmente em linha, fixados em caixilhos de madeira. As palavras eram separadas por tipos lisos que não imprimiam nada, resultando nos espaços em branco. Montada a página, passava-se tinta sobre o relevo, pressionando os caixilhos sobre o papel com prensa inspirada na prensa de espremer uvas. O primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia de 42 linhas, obra de 642 páginas, com tiragem de 200 exemplares. Tinha esse nome porque cada uma das duas colunas em suas páginas tinha 42 linhas.
Nasci em 19 de fevereiro, Dia do Esporte. Talvez por isso algo tenha me empurrado para o esporte e, dentro deste, à convivência com inúmeros e inesquecíveis personagens. O mais interessante sem sombra de dúvidas foi Vicente Matheus. Lembro-me de ter acompanhado uma de suas trapalhadas. Estava aguardando o início de uma reunião quando sua sala é invadida por uma legião de repórteres em busca de saber se ele iria contratar algum jogador do Internacional de Porto Alegre. Ele tentou despistar de todas as maneiras e, quando entendeu que seria impossível evitar o anúncio da contratação, tentou esconder o nome do atleta. Disse que poderia ser o Falcão, o Batista ou… Faltou o nome do terceiro. Virou-se para mim e disse:
“Doutor, como é o nome daquela cidade do interior que tem uma estação de trem?”
Eu não estava entendendo nada, quando ele enfim fez uma expressão de que teria lembrado e sapecou:
“Catanduva!”
Sob o olhar estupefato de todos, o cinegrafista parou a gravação e corrigiu-o:
“Não é Catanduva, presidente, é Caçapava.”
Muito mais intrigados ficamos quando Matheus respondeu que não tinha importância e que deixasse a entrevista da forma original.
“É tudo a mesma coisa”, disse ele.
Todos caímos na gargalhada. Sua reação mostra bem como ele fazia seu marketing pessoal. Ninguém jamais soube usar tão bem a dificuldade de conviver com o vernáculo como ele.
"Eu faço humor direto. Não uso duplo sentido, a pimenta ou o sexo, que considero coisas grosseiras”, dizia Renato Corte Real, um dos mais populares comediantes brasileiros da década de 1960.
Nascido em Campinas, interior de São Paulo, com 19 anos mudou para a capital paulista. Como dominava o inglês, conseguiu emprego de intérprete. Já era brincalhão e irreverente. Colegas o incentivaram a investir no cenário artístico. Participou de um programa de variedades na TV Paulista e foi logo contratado. Firmou-se como um dos principais comediantes do País, com o programa Papai Sabe Nada, onde trabalhavam sua mulher Bisu e os filhos Ricardo e Renato. Um de seus programas de maior sucesso foi Corte Rayol Show, que apresentou na TV Record ao lado do cantor Agnaldo Rayol, de 1964 a 1968.
Na Globo, escrevia e atuava ao lado de Jô Soares no humorístico Faça Humor, Não Faça a Guerra, que chegou a dar 55 pontos de audiência. Foram três anos de sucesso e quase 20 personagens lançados. Em 1970, recebeu o prêmio de melhor programa humorístico do I Festival Latino-Americano de Televisão do Chile.
Com quase 30 anos de televisão, em 1979, escreveu texto para teatro e, sob a direção de Antônio Abujamra, apresentou sozinho o show Escreveu Não Leu, o Palco é Meu.
Renato morreu em 1982, aos 57 anos. Mas todos os sábados, no programa Zorra Total da Globo, revivemos Renato com um personagem criado e interpretado por ele durante anos. Epitáfio, marido de Santinha. Hoje, interpretado por Rogério Cardoso.
Por SÓCRATES, especial para o Almanaque Brasil
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Oh! Que saudades que tenho