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______________________DIA DO MUNICÍPIO
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________________DIA DA GRATIDÃO
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________DIA NACIONAL DA ABREUGRAFIA
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________DIA NACIONAL DA FOTOGRAFIA
Um adolescente com a camiseta da banda de rock Nirvana procurou Charles Gavin, baterista dos Titãs e pesquisador de música popular, em 2001. Foi agradecer pelos relançamentos em cd, produzidos por Gavin, dos primeiros discos de Tom Zé: “Pô, se não fosse você, eu não teria conhecido.”
Desde 1999, a música brasileira tem uma dívida de gratidão para com Gavin. Tem recuperado pérolas da MPB, há anos fora das lojas. Muitos discos sequer saíram em cd. Gavin, rato de sebos, percorre o Brasil e o exterior. Na Inglaterra, descobriu que andam pirateando elepês fora de catálogo para cd e vendendo em sebos. Com essa história, convenceu gravadoras (tarefa árdua), detentoras dos registros originais, e propôs trabalho de remasterização dos discos para relançar em cd. Produz tudo. Em alguns casos, reproduziu capas e encartes emprestados de colecionadores no Japão. Também usou elepês de seu acervo para completar trechos em que originais estavam em mau estado. Relançou dezenas de títulos. De Lô Borges a Jorge Ben; de Secos & Molhados e Almôndegas (grupo de Kleiton e Kledir) até o Quarteto Sambacana (estréia de Milton Nascimento); de Vassourinha a Paulinho da Viola; de Elza Soares a Marília Medalha; de Trio Ternura a Cascatinha e Inhana. A MPB agradece.
RATO DE SEBO SALVA SONS
DO ESQUECIMENTO
15
_______DIA MUNDIAL DO COMPOSITOR
20
_____DIA DO FARMACÊUTICO
_____DIA NACIONAL DOS QUADRINHOS
30
30
__________________________________DIA DA SAÚDE
São Luís do Maranhão, 1920. O farmacêutico Jesus Norberto Gomes acaba de importar máquina de gaseificar. Quer produzir magnésia fluida, remédio em moda. Não dá certo. Faz então uma bebida para os netos. Com fórmula até hoje secreta, mistura 17 ingredientes, entre ervas e produtos que descobriu em viagens pela Amazônia. É o Guaraná Jesus, bebida cor-de-rosa com gosto de canela adocicada, que logo cai no gosto popular.
Segundo refrigerante mais vendido no Maranhão, só perdendo para a Coca-Cola, fabricado pela Companhia Maranhense de Refrigerantes, o Guaraná Jesus é tão popular que a poderosa Coca-Cola tentou comprar a marca. Até a apresentadora Xuxa quis associar seu nome ao refrigerante cor-de-rosa.
Nascido no interior, Jesus chegou a São Luís com 19 anos. Analfabeto, foi praticamente adotado pelo casal sem filhos que tocava uma farmácia. Criou o refrigerante aos 40 anos, já farmacêutico. Ateu e tido como comunista, foi esconjurado pela Igreja Católica depois que deu uma surra no padre. Chegou a ser preso durante a ditadura Vargas. Graciliano Ramos cita o maranhense ilustre em Memórias do Cárcere. Morreu em 1963 e, segundo a família, era mais nacionalista do que comunista. Deixou escrito:
Eu nunca fui comunista. Nunca consegui ser mais do que um pequeno burguês. Mas sempre admirei a luta pela fraternidade entre os homens.
Angelo Agostini (1843-1910), desenhista italiano, publicava histórias ilustradas desde o final do século 19. Mas o responsável pela explosão dos quadrinhos no Brasil foi o editor Adolfo Aizen (1907-1991). Em março de 1934, o jornal carioca A Nação publicou o Suplemento Infantil, encarte tablóide editado por Aizen, com capa desenhada por J. Carlos. O sucesso foi tanto que, depois de 14 semanas, tornou-se independente, com o título de Suplemento Juvenil. Trazia aventuras de Flash Gordon, Jim das Selvas, Tarzan, Mandrake. Desde o primeiro número, apresentava um artista nacional, Monteiro Filho, criador do personagem Roberto Sorocaba.
Adolfo Aizen nasceu em Juazeiro, Bahia. Aos 15 anos mudou para o Rio. Em 1933, começou a trabalhar como jornalista em O Malho. Ganhou viagem para os Estados Unidos. Lá conheceu a King Features Syndicate, agência americana de criação e distribuição de quadrinhos, de onde trouxe os principais heróis. Aizen fundou o Grupo Consórcio Suplementos Nacionais e passou a publicar várias revistas, como O Mirim e O Lobinho.
Em 1947, fundou a Editora Brasil-América, Ebal, que editou histórias em quadrinhos até a década de 1970. O primeiro sucesso foi a revista O Herói, em 1949. Aizen chegou a lançar mais de 400 títulos por mês, mais de uma dúzia por dia em média. A série Edições Maravilhosas marcou época, com adaptações de romances brasileiros. Aizen prestigiou artistas nacionais, revelando André Le Blanc, Manoel Victor Filho, Nico Rosso, Eugenio Colonese, Ziraldo.
Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!


Casimiro de Abreu, Meus Oito Anos
O pai, fazendeiro e negociante em Barra de São João, litoral fluminense, queria o filho no comércio. Mas, aos 14 anos, o rapaz já se inclinava para coisas do espírito. José Marques de Abreu enviou Casimiro a Portugal, para aprimorar o aprendizado no comércio. A distância seria combustível para uma obra poética. Distância da casa paterna, da vida em família, das paisagens da terra natal, da pátria, do amor.
O romântico Casimiro de Abreu nasceu em 4 de janeiro de 1839. Fazia versos simples e espontâneos, carregados de ingenuidade. Poeta adolescente que tinha a saudade como tema freqüente. Prodígio, aos 17 anos lançou em Portugal o primeiro trabalho, a peça Camões e o Jau, ao mesmo tempo em que colaborava em jornais e revistas de Lisboa, ao lado de escritores conhecidos como Alexandre Herculano. Voltou ao Brasil em 1857 e, a exemplo de outros poetas românticos de sua geração, morreu jovem, aos 21 anos, vítima de tuberculose.
JESUS CRIA GRARANÁ
COR-DE-ROSA,
BATE NO PADRE E BRIGA
COM A IGREJA
MAIS DE UMA DUZIA POR DIA
ESPALHADOR DE GIBIS
Sentir falta de casa
era o que faltava para
explodir o poeta
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Oh! Que saudades que tenho