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25 – Abril de 2001

22……………………Dia do Boi

EU SOU O "BOI"

Por Rolando Boldrin

Sem falsa modéstia, dentre os símbolos de festas populares do Brasil, o meu é o mais presente. Estou no bumba como no bumbá, no boi-de-mamão, e em tantos outros que nem tenho conta. Dependendo da região e da época, lá estou eu, feito de pano, papelão, tintas coloridas, brincando e pulando de alegria com o povo.

Também é verdade que: muitas vezes, surgem uns ignorantes que, não entendendo nada do que sou, apelam para o boi real. E lá vou eu, levado para um picadeiro, para ser montado. O que fazem comigo nessas horas… é inominável. Outras vezes me soltam na rua, entupetada de gente, que corre desembestada de lá para cá, pulando muros com medo do meu par de chifres, minha única defesa. E chamam a isso de festa, também. Para as vacas deles, é claro.

Mas me dei conta de que sou lembrado também por muitos poetas e artistas famosos. Raul Torres e Florêncio me cantaram assim:

Eu sou aquele boizinho
Que nasceu no mês de maio
Desde que vim para esse mundo
Foi só pra sofrê trabaio

Os engraçados Alvarenga e Ranchinho brincavam cantando outra moda:

Carreiro bão é o carreiro da fazenda
Boi tá no pasto e o carreiro tá na venda

Tem o poeta do norte Patativa do Assaré que falou bem de mim. O refrão é assim:

Eh…Eh…Eh..Eh… vaca Estrela
Eh…Eh…Eh…Eh… boi Fubá

E tem um “caipira” que um dia quis cantar o Brasil e daí veio logo me procurar:

Corre um boato aqui d’onde eu moro
que as mágoas que eu choro
são mal pontiadas.
Que no capim mascado do meu boi
A baba sempre foi
Santa e purificada…

E por aí vai. Eu, como boi, até acho que sou importante.

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