35 – Fevereiro de 2002

2…………….. Dia de Iemanjá

ODOYÁ!


Iemanjá, obra do artista plástico paulista Miadaira.

Mãe de todos os orixás, a mais popular e mais procurada entidade do candomblé. Dia dois de fevereiro é dia de festa no mar, diz a música de Dorival Caymmi, homenageando Iemanjá. Orixá das águas salgadas, pode ser doce ou violenta. Afirmam babalaôs que o fascínio que exerce sobre as pessoas é o mesmo provocado naqueles que gostam de contemplar o mar. Quando incorporada por seus filhos, manifesta-se segurando leque, gingando o corpo, imitando as ondas.

Mãe cuidadosa e provedora, tem seios fartos. Pode enfurecer-se quando não recebe oferendas ou quando os homens sujam o mar. Também pode raptar pescadores por quem se enamora. Torna-os amantes por uma noite, e eles morrem afogados nos braços da sereia. Na manhã seguinte os corpos chegam à praia. Por isso, noivas e esposas levam para a vaidosa rainha oferendas – flores, perfumes, espelhos. Pedem proteção para os namorados e maridos e muitos peixes para suas redes.

Os devotos realizam uma das mais famosas festas religiosas do Brasil, na praia do Rio Vermelho em Salvador. Uma procissão de barcos leva as oferendas. O ebó predileto de Iemanjá é milho verde cozido com dendê. E um presente especial, mantido em segredo até o momento de ser lançado ao mar, é levado pelos pescadores. Também não se pode esquecer a saudação: Odoyá! Não convém contrariar a Rainha.