35 – Fevereiro de 2002

23……………………Dia da Sedução

ATÉ MULHER QUERIA

RAINHA DOS BOMBEIROS ATEIA FOGO AOS CORAÇÕES

Por ela, homens “roíam beira de calçada”. Choravam, ameaçavam matar-se ou matá-la:
“Já tive revólver encostado na testa.”

Com metro e meio de altura, Virgínia Lane fez gente poderosa padecer. Políticos, empresários, banqueiros caíram a seus pés, seduzidos pelas belas pernas, pelo olhar maroto, pelo rebolado, pelas mordidinhas de canto de lábio. Juras de amor, propostas de casamento. Viagens pelo mundo, jóias, apartamentos, automóveis de luxo. Até mulheres, mães de família, sentiam-se atraídas.

“Amei todo o mundo. Até um homossexual, só não posso citar o nome, porque depois que passou pelas minhas mãos virou macho”, ela afirmou com orgulho.

Seu segredo era lembrar-se 24 horas por dia de que era vedete. Isso exigia maneiras especiais no andar, conversar, beijar, abraçar. Foi Rainha dos Bombeiros e recebeu do presidente Getúlio Vargas, seu amante segundo ela afirmou, o título de A Vedete do Brasil.

A grande dama do Teatro de Revista nos anos de 1950 seduzia sem tirar a roupa. Para desmanchar a platéia, bastava entrar no palco de maiô “viva a virilha”, inventado por ela. Nunca se acanhou. Fez o primeiro nu do cinema nacional, em O Anjo do Lodo, de 1951.

Virgínia nasceu em 28 de fevereiro de 1920 e há tempos promete apimentada biografia: Se Minha Cama Falasse. Vai revelar o nome das “vítimas” que sucumbiram ao canto da sereia.