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25 – Abril de 2001

18…………………..Dia do Livro Infantil

NO FUNDO, LOBATO ERA UMA BONECA: EMÍLIA

Por Ziraldo


Monteiro Lobato

Monteiro Lobato era delirante. Monteiro Lobato era um cara intenso: sua imaginação faiscante – ou cheia de brilho – não conseguia cessar seus vôos. Tudo o que ele fazia era cheio de inventiva. Monteiro Lobato inventou os aços finos e o petróleo e tinha orgulho de comparação.

Nunca mais ouvi esta expressão: orgulho de comparação. Foi num livrinho de um padre mineiro que a vi pela primeira vez. Tratava-se de um padre que era grafólogo e, analisando a letra de um consultante cuja principal característica era acreditar que o homem podia ser alterado para melhor, disse-lhe que, pela letra, ele tinha orgulho de comparação.

Basta, portanto, ler as delirantes cartas que Lobato escreveu para Godofredo Rangel, basta imaginar Lobato andarilhando pela América do Sul – e pelo Brasil! – com seus livros debaixo do braço, é só imaginar Lobato furando poços em São Paulo, sonhando aços em Detroit e inventando, em seus contos, baseados no cotidiano do brasileiro comum do interior, as emoções mais inusitadas, para perceber o tanto que ele achava reles o resto da humanidade.

Foi por essa razão que ele se travestiu de boneca de pano – sua insuspeitada identidade real – e, com grande impiedade, gozou sem parar os humanos. De carne e osso.

Fez isso criando uma literatura que todo o mundo achava que era infantil… Sua importância maior é esta: com seus livros, digamos, infantis, formou toda a principal geração que forjou o Século 20 brasileiro.

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