NOSSAS ALMAS SE ENCONTRAM NUM CD
marchinhas, canta as singularidades do País ou, como prefere dizer, "a alma coletiva do Brasil". Destaque para Carrossel do Destino, belíssima ciranda pontuada por um tamborim e costurada pela clarineta de Zezinho Pitoco. Ouve-se um Nóbrega mais contido, que troca a potência da voz pela interpretação singela e emocionada.
Além de composições próprias ao lado dos já habituais parceiros Bráulio Tavares e Wilson Freire, o disco apresenta interpretações do choro Pagão, de Pixinguinha, e do frevo Lágrimas de um Folião, de um dos maiores frevistas de todos os tempos, o pernambucano Levino Ferreira. Diz a música título:
Meu Lunário é a memória de um país que vai passando diante dos nossos olhos, rindo, mexendo, cantando. Mestiço, latino, caboclo, nativo. É velho, é criança, morreu e tá vivo… Presente, mas até quando?
Lunário Perpétuo, livro em forma de almanaque publicado em Portugal no início do século 18, reunia informações úteis ao governo da vida: biografia de santos e papas, épocas adequadas ao plantio e à colheita, mitologia, medicina. Câmara Cascudo afirmava que foi obra das mais lidas nos sertões do Nordeste e uma das principais fontes de referência para os poetas populares.
Lunário Perpétuo é o nome do novo disco de Antonio Nóbrega. O pernambucano reafirma o caminho que percorreu nos 30 anos de carreira. Em maracatus, excelências, polcas e