aio de 1964. Início da ditadura militar. Policiais localizam um dos mais procurados líderes de esquerda num cinema da Tijuca, Rio. Ele grita: “Abaixo a Ditadura Militar Fascista! Viva a Democracia!”
Baleado, repete a resistência de prisões
anteriores, denunciando aos gritos a covardia do regime.
Minha força vinha mesmo era da convicção política,
da certeza de que a liberdade não se defende senão resistindo, descreveu no livro Por Que Resisti à Prisão.
Nascido na Bahia em 1911, entra no Partido Comunista
do Brasil (PC do B), no início da década de 1930. Vai preso em 1932 e em 1936, quando, durante 23 dias, enfrenta
as torturas da Polícia Especial de Felinto Muller. Solto, muda para São Paulo e inicia a reorganização dos que lutam contra a ditadura Vargas.
Na terceira prisão, em 1939, pega seis anos de isolamento em Fernando de Noronha. Livre em 1945 com a anistia, elege-se deputado pela Bahia. Mas o governo Dutra cassa-lhe o mandato. Cai na clandestinidade, o que não o impede de participar de todas as lutas políticas. Funda, em 1967,
a Ação Libertadora Nacional – ALN. Parte para a luta armada, iniciando a guerrilha urbana. Em 1969 é o “inimigo nº 1 do regime militar”.
Na noite de 4 de novembro de 1969, vítima de emboscada
na Alameda Casa Branca, em São Paulo, é executado
em ação coordenada pelo delegado Sérgio Fleury.