23 DE DEZEMBRO – DIA DO VIZINHO

SOLIDÃO É PARA POUCOS

Condomínio da Amizade apazigua frieza da metrópole

{novembro de 2009}

Jantar de condomínio: solidão é opção para poucos, garantem os moradores.

Rua dos Pássaros e Flores, zona sul da capital paulista. Ali está um prédio com cara de vila, onde todo mundo se conhece e se frequenta. Engenheiro de longa data, Carlos Ferraro não se conformava em morar em um apartamento grande depois que os filhos se mudaram. Mais do que isso. Queria ter um ombro amigo por perto, a casa movimentada. Cansado de esperar a boa vontade da vizinhança, conversou com um amigo, que falou com outro, e com outro. Nasceu assim o Condomínio da Amizade, com 22 apartamentos construídos por eles e para eles. Ali ninguém reclama se o vizinho fizer barulho.
Antes da mudança, os proprietários doaram duas receitas caseiras de família, uma salgada e outra doce, para um livro de culinária exclusivo do prédio. E, vez por outra, alguém põe a mão na massa. Na área de lazer há cozinha coletiva. Onde come um comem 20.  Há também biblioteca e uma sala de tevê que reúne a turma toda nos dias de jogos de futebol.
Outra novidade por lá é o “termômetro da amizade”, uma espécie de semáforo instalado na sala de cada um dos apartamentos. Se a luz estiver verde quer dizer que quem mora ali está disposto a receber os amigos. Amarelo indica que está em casa, quieto. O vermelho é um pedido de ajuda. “Solidão é uma opção de poucos”, garantem os moradores.
Carlos agora vive cercado por gente querida. Sabe que existe uma lista de pessoas interessadas em morar no condomínio e justifica: “É porque aqui somos todos uma família”.

Saiba Mais
Clique aqui e veja outras fotos do Condomínio da Amizade.

Laís Duarte
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