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A maior galeria de arte a céu aberto do Brasil E-mail
Escrito por Bruno Hoffmann   

2 de novembro - dia de finados


Em vez de entrar em contato com as obras de Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e Monteiro Lobato em bibliotecas ou museus, por que não visitá-los pessoalmente?

Ué? Mas eles não estão mortos? Sim, por isso o ponto de encontro é o Cemitério da Consolação, em São Paulo, que desde 2001 organiza passeios monitorados.

O visitante imerge na cultura e na história paulistana. Além de conhecer as sepulturas de importantes nomes da cidade, também se depara com valiosas obras de arte, como esculturas de Victor Brecheret, Luigi Brizollara e Eugênio Prato.

Há também a peça em granito Solitudo, de Francisco Leopoldo e Silva, considerada o primeiro nu feminino das artes plásticas brasileiras. “É um museu a céu aberto”, explica o guia Francivaldo Gomes, o Popó, que desde 2002 orienta o público nesse passeio inusitado. Entre as sepulturas, destacam-se o suntuoso túmulo da família Matarazzo, de 20 metros de altura, e o jazigo da Marquesa de Santos, a famosa amante de dom Pedro I.

Entre os frequentadores assíduos, está a escritora Maria Adelaide Amaral, que gosta de visitar os “queridos modernistas”, retratados por ela na minissérie Um só Coração. “Gosto tanto deles que vou visitá-los no Consolação. A Tarsila, o Oswald, o Mário… Estão todos lá. É como se fosse gente da minha família”, conta.

Para evitar que haja furtos, o cemitério não distribui folhetos explicativos sobre a localização das obras e túmulos. Para encontrar o que deseja, só marcando um horário com Popó. As visitas monitoradas duram, em média, uma hora.

 

 

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