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Sérgio transforma o caos em poesia E-mail
Escrito por Nara Soares   

11 de dezembro - dia do arquiteto Antes de se tornar artista, Sérgio Cezar desempenhou várias funções. Foi entregador de marmitas, segurança, modelo e até jogador de futebol. Mas foi escarafunchando papéis espalhados pelas ruas cariocas que encontrou o seu caminho. Ele recria barracos, cortiços e botecos, valendo-se de uma técnica que chama de arquitetura de papel.

Os projetos, que esbanjam esmero, lançam luz sobre a memória da cidade e contribuem para a autoestima das comunidades carentes. A proposta, em suas palavras, é transformar o caos em poesia. “Assim como a flor de lótus, na favela a beleza brota do caos, do lodo e do desrespeito”, afirma. As minuciosas obras levam de uma semana a dois meses para ficarem prontas. “A construção até que pode ser rápida. O que demora mesmo é descobrir quem mora lá dentro”, diz, em referência à personalidade de cada casinha, adornada com detalhes como capas de livro, retratos e roupas de cama. O trabalho de Sérgio integrou a abertura da última novela das oito da Globo, Duas Caras.

No reino digital de Hans Donner, as obras foram preservadas como eram: 64 metros quadrados de barracos, becos e biroscas de uma favela fictícia. “Usamos mais de 15 mil palitos de churrasco”, contabiliza. Depois de 20 exposições no Brasil, Sérgio começou a se preparar para participar da Bienal de Havana, em março de 2009, segundo ele "uma oportunidade muito boa. O casario de lá é maravilhoso, com muita coisa ainda de pé. Não faltará material para eu me inspirar.”


SAIBA MAIS

Assista a vídeos sobre o trabalho de Sérgio Cezar: www.vrio.com.br/mais_rio


 

 

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