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Escrito por Almanaque Brasil   

Toda a vida do casal Jorge Amado e Zélia Gattai está na obra da escritora, que completa quatro anos de morte.

Quando Zélia Gatai morreu, em 17 de maio de 2008, já era imortal da Academia Brasileira de Letras. A pergunta é: por que a grande escritora de memórias estreou apenas aos 63 anos, depois de passar quase meio século apenas opinando, datilografando e revisando originais do marido? Ora, ela explicava: “É que quem escreve memórias precisa ter as memórias.” E reforçava: “É preciso ter atingido um certo nível, uma certa maturidade para entender as pessoas”.

Os acontecimentos narrados em cada livro foram descritos décadas depois de vividos. O mais  impressionante é que, segundo a autora, ela não contava com nenhum recurso para relembrar a não ser a própria memória: “As coisas que vivi, que eu conto, não precisavam ter sido anotadas, porque me marcaram profundamente. Quando começo a escrever, me desligo do presente e volto a dar gargalhadas. Chego a ver as cores, os detalhes.”

Quer saber alguns dos detalhes de acontecimentos descritos em Anarquistas, Graças a Deus, Um Chapéu para Viagem e A Casa do Rio Vermelho? Confira o perfil completo da paulistana adotada pela Bahia: Ela deu vida à memória.

 

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