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109 - Maio de 2008

5................dia da comunidade

É AGORA, JOSÉ
Pedagoga transformou realidade e poema de Drummond


TIA DAG E OS ZEZINHOS.

Era tempo do regime militar. A pedagoga Dagmar Garroux deixou um bairro de classe média em São Paulo para viver perto da favela do Capão Redondo, área com altos índices de violência. Ali, a professora que queria mudar o mundo viu policiais amarrarem aos postes meninos envolvidos com o crime. Segundo ela, era o sinal de que, na semana seguinte, seriam mortos. Disposta a acabar com este ciclo, Dagmar acolheu em casa sete dessas crianças. As primeiras sete. Com a ajuda do marido e de amigos, ofereceu-lhes reforço escolar, arte, esPorte. Nascia assim a Casa do Zezinho. Anos depois, o lar da “tia Dag” fi cou pequeno para tanta gente. Ela então cedeu o espaço para a instituição e alugou um sítio para morar. Aos sábados, recebia os Zezinhos, como passou a chamar as crianças e adolescentes atendidos. Um dia, um menor invadiu o sítio. O pai de Dagmar reagiu. Foi morto com três tiros. A dor era imensa, mas tia Dag encontrou forças para continuar ao receber um beijo de cada Zezinho. Foram mais de mil. Hoje, a Casa do Zezinho ocupa quase um quarteirão. Tem piscina, orquestra e prepara para a vida 1.800 crianças. Seu nome é uma referência ao poema de Carlos Drummond de Andrade E Agora, José?. No entanto, cheios de sonhos, os Zezinhos da tia Dag trataram de transformar os versos originais e a própria realidade: Você que faz o bem / Que ama e protege / É agora, José!.(Laís Duarte)

SAIBA MAIS
www.casadozezinho.com.br


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