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109 - Maio de 2008


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Final da Copa do Mundo de 1958. A Suécia abre o placar com Liedholm. Revés preocupante, não fosse o gesto desse nosso meio-campista: busca a bola no fundo da meta e a conduz calmamente ao centro do campo, inspirando a virada brasileira. Vinte e nove anos antes nascia o Príncipe Etíope, em Campos dos Goytacases, Rio de Janeiro. Iniciou carreira no São Cristóvão, em 1943. Aos 16 anos joga pelo Americano de Campos. Passa ainda pelo Lençoense e Madureira, mas é no Fluminense que encontra a vitrine para seu futebol vistoso. Em 10 anos com a camisa tricolor, fez quase 100 gols. Em 1950, inaugurou as redes do Maracanã na partida entre as seleções carioca e paulista. Em 1956, contra o América, uma dor no pé difi cultava seu chute. Começa a bater na bola de um jeito que ela descreve trajetória inédita, deixando o goleiro a ver navios. Nasce o chute celebrizado como Folha Seca. Apelidado de Mãe dos Pernas de Pau, seus lançamentos vinham redondos, difi cultando os erros. “Eu não precisava correr. Quem precisava correr era a bola”, dizia. “Para que vou correr quase 35 metros para poder dar um passe de 5, se eu posso dar um passe de 40?” Em 1957, atravessa a pé o Rio de Janeiro, pagando promessa pela conquista do Campeonato Carioca pelo Botafogo. Bicampeão mundial em 1962, atua 74 vezes com o uniforme canarinho, anotando 21 tentos. Joga ainda no São Paulo e no espanhol Real Madrid. Como treinador, dirige a seleção do México e clubes na América Latina, Turquia e Arábia Saudita. Morreu em 12 de maio de 2001.

(DG)

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