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Mundo se curvou ao alimento dos deuses astecas E-mail
Escrito por Juliana Winkel   

5 de junho - dia internacional do cacau

Jorge Amado transformou o fruto do cacaueiro em símbolo da Bahia. O cacau expressou poder entre os astecas, antigos habitantes da América Central. Deslumbrou a Europa medieval. Hoje, é matéria-prima de iguaria apreciada no mundo todo: chocolate.

Para explicar seu fascínio, só mesmo uma lenda. Na tradição asteca, Quetzalcoatl, senhor da lua e dos ventos, roubou sementes do País das Divindades e ofertou aos homens. Somente sacerdotes a cultivavam. Na Europa, a ciência se curvou: o sueco Lineu, Pai da Botânica, deu-lhe o nome científico Theobroma cacao, ou "alimento dos deuses". Descobriu-se que mel e especiarias combinam com o sabor. No século 18, com a industrialização, o cacau se popularizou.

No Brasil, carta régia de 1678 autorizou o cultivo. O cacau encontrou no sul da Bahia ambiente perfeito. Estimulou desbravamento, fundação de cidades, identidade cultural de gerações. Fonte de renda nos séculos 18 e 19. Na década de 1930, problemas político-econômicos internos e externos criaram dificuldades.

Um desafio é conter a vassoura-de-bruxa, praga surgida no final dos anos 1980. Mas diversificam-se os produtos derivados, como suco, mel e néctar. A produção brasileira anual varia em torno de 100 mil toneladas: 9% da produção mundial, o que põe o Brasil em 4º lugar entre os produtores. Nas primeiras posições estão países africanos, como Costa do Marfim.

*Matéria publicada em junho de 2005.


SAIBA MAIS

Sul da Bahia: Chão de cacau, de Adonias Filho.
 

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