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Nair colocou baronesas para requebrar no palácio E-mail
Escrito por Natália Pesciotta   

Último baile do presidente Hermes da Fonseca teve direito a violão e "dança selvagem".

As festas no palácio do Catete organizadas pela esposa do presidente Hermes da Fonseca, a cartunista Nair de Teffé, já tinham fama pelo original bom gosto e animação. Mas ninguém esperava o que a jovem primeira-dama havia preparado para a última delas, em 26 de outubro de 1914. Nair convidou o compositor popular Catulo da Paixão Cearense para acompanhá-la ao violão, considerado instrumento da malandragem, em popular maxixe de Chiquinha Gonzaga. Estava pronto o cenário para o “escândalo do Corta-Jaca”, como ficou conhecida a despedida do presidente.

A letra não errou: Esta dança é buliçosa / Tão dengosa / Que todos querem dançar / Não há ricas baronesas / Nem marquesas / Que não saibam requebrar, requebrar. A oposição e a imprensa ficaram de cabelo em pé com o tango tropical. “A mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do batuque, do cateretê e do samba”, definiu o senador Rui Barbosa no Congresso.


SAIBA MAIS

Ouça ao lado o Corta-Jaca de Chiquinha Gonzaga.
 

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