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Do cordão à escola, quanto samba rolou E-mail
Escrito por redação   

Frequentados por brancos da aristocracia, essas sociedades cumpriam funções políticas, filantrópicas e culturais.

Muitos elementos presentes nos desfiles de hoje vêm do século 18. O povo do Rio organiza os primeiros cordões: grupos de mascarados comandados por um mestre, com seu apito, dançando ao som de percussão. Era o Pequeno Carnaval, festa dos humildes, que contrastava com o luxo e a pompa do Grande Carnaval, das sociedades e clubes: Tenentes do Diabo, Democráticos, Fenianos, Pierrôs das Cavernas.

Frequentados por brancos da aristocracia, essas sociedades cumpriam funções políticas, filantrópicas e culturais. Nos três dias de carnaval, levavam para as ruas carros alegóricos, fantasias caras, batalhas de confete, fogos de artifício. Para não fazer feio, o povo passa a organizar ranchos, cordões mais bem equipados, com violões, cavaquinhos, flautas, clarinetes e presença feminina. Porta-estandarte e mestre de harmonia.

Alguns entraram para a história: Mimosas Cravinas, Flor do Abacate, Ameno Resedá, Kananga do Japão.


Você sabia...

...que José do Patrocínio, renomado abolicionista, era destacado membro dos Tenentes do Diabo? E que os romancistas José de Alencar e Manuel Antônio de Almeida integraram o Congresso das Sumidades Carnavalescas, fundado em 1854 e primeiro grupo denominado sociedade?
 

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