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Como ter a animação duma porta E-mail
Escrito por redação   

Descubra algumas curiosidades do carnaval olindense.

Em Olinda, carnaval começa na virada do ano. Vai até 12 de março, aniversário da cidade, Patrimônio Cultural da Humanidade. Mais de um milhão de foliões dançam sem parar, em meio a exibições de maracatu, coco, caboclinho e, é claro, o mais famoso ritmo pernambucano: "Quando os metais saem gritando os acordes do frevo, não tem cristão que fique parado", diz o artista plástico Sílvio Botelho, responsável pelos bonecões de mais de sete metros de altura que desfilam, os Gigantes de Olinda.

Quando aparece um na esquina, o povo já sabe: hora de brincar, brincar! São mais de setenta. Representam diversos personagens, comandando foliões, ao som de baterias e outros conjuntos, acompanhados por blocos tradicionais e recentes, alguns criados minutos antes.

Tradicional é o Clube dos Lenhadores Olindenses, com mais de 90 carnavais. Ao contrário do que parece, pescadores criaram o bloco. Só que não decidiam qual nome dar. Um lenhador passou pela rua e resolveu a questão.

Em Olinda, participação popular sempre marcou o carnaval. Todo ano, novos blocos brotam. Caso do A Porta. Há cinco anos, um marceneiro tinha de entregar encomenda. Sábado de carnaval. Pôs a porta na cabeça e saiu ziguezagueando entre a multidão animada. A cem metros do destino, foliões lhe tomaram a porta e criaram, ali mesmo, o novo bloco. A Porta passou a desfilar pelas ruas na cabeça da rapaziada.


Sujo Zomba da Sujeira

A farra do Pacotão é a sátira política. Grande atração do carnaval candango, leva bom humor às avenidas de Brasília. Jornalistas fundaram o bloco em 1978, em homenagem ao Pacote de Abril do general Ernesto Geisel, que fechou o Congresso em 1977.

A Sociedade Armorial Patafísica Rusticana mantém tradição popular: o bloco de sujos. Aberto a todos, "sem distinção política", vai às ruas com faixas gozadoras, zombando das sujeiras do momento.

Há duas décadas, o Pacotão clamava pelo aiatolá Khomeyni: Geisel, você nos atolou / O Figueiredo também vai atolar / Aiatolá, aiatolá, venha nos salvar / Que esse governo já ficou / Gagá, gagagageisel!

No ano 2000, entra nas comemorações dos 500 anos de Brasil e faz um balanço: "500 anos de rapina". O maestro Celso, de tantos carnavais, comanda. Cinco mil brincam pela contramão da W-3, até a 204 Sul, por mais de 5 horas.
 

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