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Orixá de humor instável, cuidado E-mail
Escrito por redação   

Boa mãe, atende às súplicas das que desejam filhos.

Olowu, rei de Owu, indo para a guerra depara com águas enfurecidas, o Rio de Oxum. Promete à orixá: se o ajudar, lhe trará presentes.

Oxum atende e Olowu, voltando vitorioso, joga sobre as vagas do rio as nhan rere (coisas boas): tecidos, búzios, bois, galinhas, escravos, iguarias. Mas Oxum devolve tudo. Exigia a rainha, Nkam. Olowu então jogou sua mulher nas águas. Ela estava grávida e a criança nasceu no fundo do rio. Oxum devolveu o recém-nascido. As águas baixaram e Olowu voltou para casa, entristecido. O rei de Ibadan, sabendo do fim trágico da filha, guerreou contra o genro e o expulsou do país.

Assim é Oxum, deusa das fontes e dos rios. Formosa, gosta de panos vistosos, joias. O marulho das águas imita o ruído de seus braceletes. Boa mãe, atende às súplicas das que desejam filhos. Mas cuidado com o humor de Oxum: suas águas ora correm calmas, ora tumultuosas. Um perigo.
 

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