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Tapete branco de negros pela paz E-mail
Escrito por Mariana Proença   

Há mais de meio século nasce o mais famoso afoxé do País, o Filhos de Gandhy.

No Largo do Pelourinho, Salvador, homens envoltos em lençóis e com toalhas brancas enroladas na cabeça pedem paz. Atabaques, agogôs, cabaças e xequerês dão o ritmo. Nasce o mais famoso afoxé do País, o Filhos de Gandhy. Criado em 18 de fevereiro de 1949 por 30 estivadores, sob liderança de Vavá Madeira, homenageava o líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), assassinado no ano anterior por lutar pela independência da Índia sem usar violência. Autoridades tentaram impedir o desfile. Alegavam que era afronta ao Reino Unido, que havia perdido o domínio da Índia.

No primeiro ano, prostitutas emprestaram lençóis e toalhas. Nos 8 quilômetros de ruas, o perfume de alfazema é borrifado em oferenda aos orixás. Em cima do trio elétrico vai Raimundo Queiroz, sósia de Gandhi, que puxa o afoxé. O grupo tem cerca de 12 mil integrantes, só homens e na maioria negros, que formam o tapete branco do carnaval baiano.
 

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