Banner
Solteironas de Barbalha apelam até para chá de lasca de pau E-mail
Escrito por Mariana Albanese   

15 de agosto - dia dos solteiros


Acostumado a ser intimidado com sequestros, afogamentos e a ser pendurado pelos pés em troca de um bom casamento, Santo Antônio deve ficar aliviado quando a cidade de Barbalha, no sul do Ceará, se enfeita toda para homenageá-lo. A festa, conhecida também como Pau da Bandeira, acontece no mês de junho, com algumas particularidades. Tudo começa no sábado anterior ao primeiro domingo do mês, quando saem às ruas as mulheres casadoiras com mais de 30 anos, conhecidas como as Solteironas de Barbalha. São elas as principais interessadas no festejo que tem seu ápice no hasteamento do tronco de até duas toneladas.

Missas, apresentações folclóricas e shows profanos preparam o povo para o grande momento da chegada do “pau”, carregado pelos homens num trajeto de cerca de cinco quilômetros. Então é a hora das solteironas. Para espantar a maldição da solteirice, elas avançam rapidamente em direção ao tronco, tocando, esfregando e até se esfregando nele. Quem prefere evitar a multidão tem a opção de comprar produtos que possuem as propriedades do pau.

Na quermesse, as solteironas oficiais lideradas pela advogada Socorro Luna faturam – se não um marido, ao menos algum dinheiro. Chá de lasca do pau, a 10 reais, e terço com pedaços do tronco, por cinco, são opções. Este último vem com a seguinte oração: “Santo Antônio, meu Santo Antônio, meu amado padroeiro, arranjai-me um bom marido, e eu o louvarei o ano inteiro”. Acompanha indicação: “Reze este terço durante 13 dias e aguarde o milagre!”. E observa: “Tudo depende da sua FÉ”.


SAIBA MAIS

Santo Antônio, de Carolina Chagas (Publifolha, 2007)

 

 

Adicionar comentário

Seus comentários serão moderados e assim que aprovados serão publicados no site.