Banner
Italiano era o dono do pedaço no entretenimento carioca E-mail
Escrito por Bruno Hoffmann   

9 de setembro - dia do adminstrador

O italiano Paschoal Segreto desembarcou no Rio de Janeiro em 1883, em busca de uma vida melhor no Novo Mundo. Os primeiros anos, porém, foram difíceis. Sem dinheiro, chegou a ser preso 13 vezes por motivos diversos.

Mas ele tinha bom tino comercial, além de saber se envolver com os poderosos da cidade. Ao lado do influente José Roberto da Cunha Salles, inaugurou em 1897 a primeira sala de cinema fixa do Brasil: o Salão de Novidades Paris. E, à frente do empreendimento, produziu mais de 60 filmes – entre os quais o que é considerado o primeiro registro cinematográfico do País, quando seu irmão Afonso filmou a Baía da Guanabara.

Segreto era um empreendedor compulsivo. Abriu cabarés, cafés e casas de diversão para a elite carioca, como o Maison Moderno, um verdadeiro império do entretenimento. Lá tudo cabia: tiro ao alvo, montanha russa, luta greco-romana, dançarinas e qualquer coisa que lhe desse na cabeça.

O italiano foi também um nome importante do teatro. Era dono de salas de apresentações e financiava peças, boa parte comédias de costume. Para ter preços atraentes, promovia três sessões diárias. Cobrando pouco, juntava gente de todas as classes.

O empresário morreu em 1920, aos 51 anos. Mas viveu o suficiente para dar nova cara à produção artística e de entretenimento do Rio. De tão importante, era chamado pelos jornais cariocas de Ministro das Diversões.
 

Adicionar comentário

Seus comentários serão moderados e assim que aprovados serão publicados no site.