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No tabuleiro da baiana tem que ter E-mail
Escrito por Clara Caldeira   

25 de novembro - dia da baiana do acarajé


A festa da Baiana do Acarajé não significa pouca coisa, não. É ela que inicia o calendário oficial das festas populares de Salvador. Começa com uma missa no Pelourinho, seguida de um cortejo que, ao som de sambas-de-roda, vai até o Memorial das Baianas, na Praça da Sé.

No Brasil, o ofício começou no período colonial com as “escravas de ganho”, que trabalhavam vendendo quitutes de porta em porta. Vestidas tradicionalmente, levavam na cabeça cestos recheados de beiju, acarajé, cuscuz e outras especialidades da culinária afro-brasileira. A massa do bolinho, feita de feijão fradinho e cebola, era preparada no terreiro de candomblé, onde a delícia servia também de oferenda à orixá Iansã.

A tradição é africana, de onde se origina também a palavra: àkàrà (bola de fogo) mais je (comer). Por isso é sempre prudente maneirar na pimenta... Hoje as baianas se fixaram por toda a cidade, principalmente em pontos como o Largo de Santana, onde fica o Acarajé da Dinha, que, mesmo com o falecimento da dona, em maio deste ano, continua atraindo apreciadores. Sem perder o caráter sagrado, o acarajé tornou-se fonte de sustento de muitas bravas soteropolitanas.

Por isso o ofício foi reconhecido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como bem cultural de natureza imaterial. O objetivo do registro é preservar a prática e impedir que ela se dissocie do conjunto cultural em que está inserida, garantindo a sobrevivência desta técnica que atravessou séculos, de geração em geração.


SAIBA MAIS

Confira o site do bairro Rio Vermelho, onde encontram-se alguns dos melhores acarajés de Salvador.

 

 

 

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