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Rainha vaidosa se enche de presentes todo 2 de fevereiro E-mail
Escrito por redação   

No dia de Iemanjá, os devotos preparam uma infinidade de oferendas para a mãe de todos os orixás.

Deusa das águas, mãe de todos os orixás. Diz a lenda africana que Iemanjá era a divindade de um rio de água doce que, fugindo do marido raivoso, foi dar no mar, onde vive até hoje. A festa que a homenageia acontece em todo o Brasil. É a maior manifestação pública do Candomblé no País, com destaque para a comemoração que ganha as ruas de Salvador todo 2 de fevereiro.

Mas a festa hoje tão famosa entre baianos e turistas tem origens remotas. Tudo começou no século 16, quando escravos trouxeram da África o culto a Iemanjá. A tradição ganhou força entre os pescadores e suas mulheres – que, durante as tempestades, correm à praia, rogando à orixá que não lhes tome o marido.

A primeira celebração teria acontecido em 1923, organizada por um grupo de pescadores da colônia Z-1, no  bairro soteropolitano do Rio Vermelho. Em um ano fraco de pescaria, contaram com o auxílio de uma mãe de santo para aprender como agradar a rainha das águas. Todo ano os presentes dos devotos são reunidos na Casa do Peso. Em cestas de palha, são arrumados pentes, sabonetes, perfumes, joias, flores, espelhos e uma infinidade de oferendas – dizem que a entidade é um tanto vaidosa. À tarde, num cortejo de barcos, as oferendas são depositadas no mar. Enquanto a procissão se afasta em meio aos fogos de artifício, o povo dança e reza ao som de sambas de roda e afoxés.

Na década de 1960, houve um rompimento do sincretismo típico da cerimônia. Na religião cristã, Iemanjá é associada a Nossa Senhora da Conceição. A festa da Mãe D’Água era realizada em conjunto com a paróquia do Rio Vermelho até o conflito com um vigário, que teria ofendido a crença dos pescadores. Desde então, a igreja de Santana, onde era realizada a missa, fica fechada no dia da festa. Hoje, indiferentes às rixas do passado, baianos e turistas, umbandistas e católicos seguem se reunindo, ano após ano, para homenagear a deusa.

 

iemanja
 

Comentários 

 
#2 João Igor Mazoni 02-02-2011 11:29
Ninguém conhece qual é a verdade absoluta, nem ao menos por qual meio ela deve ser buscada (Bíblia, Alcorão, Ciência...). Vivemos num mundo em que existem múltiplas verdades, múltiplas crenças, múltiplas culturas, e é isso que torna o mundo mais belo. Sejamos respeitosos e compreensíveis. Julgar o próximo não nós traz crescimento, só nos sufoca em nossa própria ignorância.
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#1 Jules Rimet 02-02-2011 10:37
sei que esta festa tem uma força muito grande no brasil. mas quero lembrar que apesar da crença em iemanjá, não existem deusas, a bíblia diz que há um só Deus e senhor, Jesus Cristo, portanto examinai as escrituras pois julgais ter nelas a vida eterna e são elas que de jesus testificam.
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