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Advogado virou a casa de cabeça para baixo E-mail
Escrito por Natália Pesciotta   

1º de julho - dia mundial da arquitetura

O filho de Eduardo José Lima ia se formar em Veterinária. Orgulhoso, o paizão decidiu montar uma clínica para o rapaz. Mas não podia ser uma clínica qualquer. Precisava chamar a atenção da clientela. Da janela de casa, em Belo Horizonte, Eduardo via telhados para todos os lados. Nem todos iguais, mas todos com a cumeeira para cima. Um dia veio o estalo. E assim, num sopro de renovação na arquitetura mundial, surgiram duas casas: uma de “ponta-cabeça”, com as telhas para baixo; outra “deitada”, como se a lateral fosse o teto.

O advogado nunca havia se metido numa obra antes, mas investiu na criação. Desembolsou 180 mil reais nos 152 metros quadrados de área construída, além de muita dedicação. Deixou até de advogar para assumir integralmente a missão. O engenheiro responsável não entendeu muito bem o que o cliente queria. Responsabilizou-se pela parte estrutural e deixou por conta de Eduardo os detalhes: vasos ao contrário, portas e janelas tortas, objetos de decoração.

Acontece que o filho de Eduardo, em vez de abrir uma clínica, decidiu cursar Biologia. Obstáculo que o pai não pestanejou em superar. Tratou de construir mais dois cômodos e abrir a casa para eventos. Apesar de não cumprir a função original, o espaço chama a atenção. “Até mais do que eu imaginava”, diz o advogado, que não se importa nada nada em mostrar a área interna aos visitantes. Recolhe ainda assinaturas numa espécie de livro de ouro. Já são dezenas de milhares, “e isso porque muita gente passa sem assinar”.
 

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