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Saque de Bernard ia às estrelas e voltava a 70 km/h E-mail
Escrito por Bruno Hoffmann   

6 de novembro - dia do voleibol


Hoje temos a melhor seleção masculina de vôlei do mundo. O esporte, porém, era pouco popular até o começo dos anos 1980. Foi quando surgiu uma geração de jogadores que encantou o País: Montanaro, William, Renan e, especialmente, Bernard, com sua jogada que era uma atração à parte: o saque jornada nas estrelas.

Inspirada no filme homônimo, que arrasou bilheterias na época, a técnica consistia em sacar para o alto, com a parte externa da mão, elevando a bola a mais de 25 metros. A redonda caia a uma velocidade de 70 quilômetros por hora, o que costumava causar problemas à recepção adversária. Além da velocidade, os holofotes do ginásio atrapalhavam a visão dos oponentes. Os espectadores ficavam na torcida para chegar logo o momento de Bernard lançar sua marca registrada.

Mas o saque também causou polêmica. Um professor universitário foi a emissoras de tevê dizer que o jornada nas estrelas não era invenção de Bernard coisa alguma. Atletas de clubes mineiros já faziam a jogada desde os anos 1950, dizia. O jogador rebateu, em entrevista dada à TV Globo, em 1983: “Quando a criança é pobre, ninguém quer ser o pai. Se descobre que o menino é milionário, aparecem mil pais. Está acontecendo a mesma coisa com o saque”. Depois de algum tempo, o jornada nas estrelas caiu em desuso. Mas continua a ser o grande símbolo da geração que mais tarde colocaria o Brasil no topo do pódio do vôlei mundial.


SAIBA MAIS
Veja ao lado Bernard executar o jornada nas estrelas.
 

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