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Dirigente descontente pagou pra ver bom futebol E-mail
Escrito por Bruno Hoffmann   

O presidente do Fluminense propôs profissionalizar o futebol carioca.

Hoje é difícil acreditar, mas até 1932 os jogadores de futebol não recebiam um tostão para entrar em campo no Brasil. Ao menos, não oficialmente. Até que o presidente do Fluminense, Oscar da Costa, pressionado pela torcida – o time não ganhava nada há nove anos –, propôs profissionalizar o futebol carioca, como forma de trazer bons jogadores à equipe. A ideia não soou nada bem para o presidente do Flamengo, Rivadávia Meyer, que queria manter o clube no amadorismo.

Não só o Flamengo. Botafogo e São Cristóvão também ficariam na liga amadora, em contraposição às outras equipes, que criariam a Liga Carioca de Futebol em 23 de janeiro de 1933, inaugurando a era da profi ssionalização. O presidente rubronegro chegou a esbravejar: “O profissionalismo avilta e desmoraliza o homem”. Mas era um processo irreversível, já que todos os times viam seus principais craques trocarem de camisa após propostas tentadoras, caso de Leônidas da Silva e Domingos da Guia.

A profissionalização foi ótima para o Fluminense. Apenas três anos depois, o time conquistaria o Campeonato Carioca, com a ajuda de craques contratados do futebol paulista. E, para melhorar, sagraria-se campeão em cima de seu arquirrival, o Flamengo.


SAIBA MAIS
Leia artigo sobre o começo da profissionalização do futebol carioca.

 

 

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