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Craques do texto trocavam insultos na primeira mesa-redonda E-mail
Escrito por Bruno Hoffmann   

A ideia de criar uma mesa-redonda esportiva surgiu após Luiz Mendes ver um debate político.

"Olha lá, Nelson, o videoteipe mostra que foi pênalti.” “Ah, é? Se o videoteipe diz que foi pênalti, pior para o videoteipe. O videoteipe é burro!”

O Nelson em questão era Nelson Rodrigues, defendendo até não poder mais a inexistência de um pênalti contra o seu amado Fluminense, num jogo contra o Botafogo, durante o programa esportivo Grande Resenha Facit, primeira mesa-redonda da tevê brasileira.

A ideia de criar uma mesa-redonda esportiva – hoje tão comum – surgiu após Luiz Mendes ver um debate político na tevê. O jornalista levou o projeto ao dono da TV Rio, que, em 1963, colocou a sugestão no ar como Grande Revista Esportiva. A alteração no nome veio junto com o patrocínio da empresa de máquinas de escrever Facit.

Além de Nelson, outros craques do jornalismo faziam parte do programa, que durou até 1971, já na Globo: Armando Nogueira, João Saldanha, José Maria Scassa. Todos sob a mediação de Luiz Mendes. O assunto principal da atração exibida nas noites de domingo era a rodada do futebol carioca.

Como hoje em dia, polêmicas e discussões não faltavam. O rubro-negro Scassa costumava falar, exaltado: “Quem não é Flamengo é contra o Flamengo!”. Certa vez, Nelson não resistiu e deu um breve cochilo no ar. Scassa não perdoou: “Já sei porque Nelson só diz bobagem neste programa: ele dorme o tempo todo!”. Nelson arrumou os óculos, se aprumou e respondeu, com voz ainda sonolenta: “Olha, Scassa, eu sou mais inteligente dormindo do que você é acordado”.


SAIBA MAIS

Ouça impagáveis crônicas futebolísticas de Nelson Rodrigues.

 



 

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