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Por amor, primeiro ídolo corintiano roubou o próprio clube E-mail
Escrito por Bruno Hoffmann   

1º de setembro - dia do corinthians

A história entrou para o folclore do futebol: numa partida entre Corinthians e Palestra Itália, atual Palmeiras, o atacante corintiano Neco se irritou com o goleiro adversário e ameaçou agredi-lo com o cinto que segurava os calções dos atletas à época. O jogador morreu jurando que apenas tirou o cinto para ajustá-lo melhor, mas o caso ajudou a acirrar a maior rivalidade do futebol paulista.

Neco é o jogador que por mais tempo vestiu a camisa do Corinthians. Entre 1913 e 1930 foi o ídolo maior do time. O atacante marcou 235 gols e ajudou a equipe a ganhar seus primeiros oito títulos paulistas. Se deu cintadas ou não, o fato é que quase sempre arrumava confusão com os palestrinos. Uma vez, um diretor alviverde tentou suborná-lo para o Corinthians perder. Ele fingiu aceitar o acordo, mas marcou os gols que decretaram a vitória corintiana. E ainda gastou o dinheiro em cerveja com os amigos do clube.

De tão apaixonado, chegou a “roubar” o clube por amor. Em 1915, o Corinthians estava ameaçado de fechar e ter seus bens penhorados. O atacante então buscou todo o patrimônio possível e escondeu em sua casa. Merecidamente, foi o primeiro jogador a ganhar um busto na sede do clube. Também integrou a seleção brasileira em sua primeira conquista, o Sul-Americano de 1919.

Com a fila sem títulos do clube, iniciada em 1954, Neco sofreu demais. Temia nunca mais ver o amado Corinthians ser campeão. E foi o que aconteceu. Morreu em 1977, quatro meses antes do time ganhar da Ponte Preta e sair da fila de 22 anos sem títulos.


SAIBA MAIS
Assista ao jornalista Celso Unzelte contar histórias sobre Neco.
 

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