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Suecos amarelaram diante do azul da seleção canarinho E-mail
Escrito por Bruno Hoffmann   

8 de março - dia internacional da cor

Copa de 1958, dois dias antes da final contra a anfitriã Suécia. Os jogadores da seleção brasileira estão aflitos, alguns quase aos prantos. As cores dos uniformes coincidiam, e um sorteio decidiu que os donos da casa iriam a campo de amarelo. O Brasil provavelmente jogaria de branco, a mesma cor com a qual perdeu a Copa de 1950. Para os jogadores, supersticiosos, certamente um sinal de mau agouro.

O chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, percebeu o abatimento e procurou alguma solução para animar os atletas. Nos céus. Trancou-se no quarto e, diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, começou a rezar. Até que surgiu a solução. Dirigiu-se de imediato à concentração e, com todos os jogadores a sua frente, disse com voz serena e segura: “Está decidido: vamos jogar de azul, a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida. Ela vai dar a força que precisamos para ganhar o título.”

O entusiasmo foi geral, e a nova camisa foi encomendada às pressas a uma confecção sueca. Os números e distintivos foram retirados do uniforme amarelo e recosturados no azul pelo massagista Mário Américo e pelo roupeiro Francisco de Assis no hotel em que a equipe se concentrava. Na grande final, os suecos mal viram a cor da bola. Foram goleados por 5 a 2, e o mundo passou a conhecer os garotos Pelé e Garrincha. O Brasil conquistava o primeiro de seus cinco títulos mundiais.
 

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