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Cem anos depois, decretaram que a Lei Áurea foi uma farsa E-mail
Escrito por Natália Pesciotta   

A Marcha Contra a Farsa da Abolição juntou cerca de cinco mil pessoas no centro do Rio.

Até quem era aluno mediano na escola sabia: 1988 foi um ano importante por causa do centenário da Lei Áurea. Porém, não foi exatamente o que pensou o movimento negro brasileiro. Enquanto comemorações oficiais festejavam o aniversário do fim da escravidão, militantes organizavam marchas de protesto. Queriam que 13 de maio fosse reconhecido como Dia de Denúncia contra o Racismo, e não comemorado como se a discriminação racial e mesmo a escravidão tivessem se encerrado naquela data.

Em 11 de maio de 1988, a Marcha Contra a Farsa da Abolição juntou cerca de cinco mil pessoas no centro do Rio – e também mais de 500 policiais. A marcha não pôde acontecer como planejada, pois a guarda alegava que causaria problemas no trânsito e riscos ao monumento de Duque de Caxias.

Outras mobilizações aconteceram por todo o País. No mesmo ano, o dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, passou a fazer parte do calendário de lutas. Nada mais justo que lembrar da consciência negra por causa do mérito dos próprios negros – que, além do mais, em sua maioria já tinham conquistado a liberdade antes da assinatura do famoso decreto.

SAIBA MAIS

Acesse artigo da historiadora Heloísa Buarque de Hollanda sobre os 100 anos da Lei Áurea.
 

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