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Fanatismo acaba em tragédia no sertão nordestino E-mail
Escrito por Rafael Capanema   

Matança começou para restaurar o reino de D. Sebastião, desaparecido ainda no século 16.

1578. Durante a batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, desaparece Dom Sebastião, rei de Portugal. Como não tinha herdeiros, o trono passaria para Filipe 2º, rei da Espanha. Para muitos, no entanto, Sebastião não estava morto. Voltaria a qualquer momento para reocupar o trono. Era o início do Sebastianismo.

Séculos depois, o movimento místico dá frutos em pleno sertão pernambucano. Surge a seita conhecida como Pedra Bonita, ou Pedra do Reino. O primeiro líder, João Antônio, logo foi afastado pelas autoridades locais. No seu lugar, assume João Ferreira, defendendo que, para restaurar o reino, era preciso imolar homens, mulheres e crianças. Assim que D. Sebastião voltasse, todos ressuscitariam.

A matança começa em 14 de maio de 1838. Dois dias depois, já eram 42 os mortos. Três dias depois, 26 guardas nacionais invadem Pedra Bonita. Mais 29 mortes. A cidade é totalmente destruída.


SAIBA MAIS
Pedra Bonita, de José Lins do Rego (José Olympio, 1999).
Romance d’A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna (José Olympio, 2004).
 

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