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Bandeirante mata 400 índios em festa-armadilha E-mail
Escrito por João Rocha   

Mestre de campo realiza massacre em aldeia.

Na segunda metade do século 17, Portugal contrata bandeirantes paulistas para remover obstáculos (leia-se índios) que impedem a exploração do sertão nordestino.

4 de agosto de 1699. O mestre de campo Manuel Álvares de Morais Navarro e sua tropa chegam à aldeia dos paiacus, no Ceará. Falam em missão de paz. Mandam reunir os índios, que os recebem com festa. Cantam, dançam, matam animais. Quando vão beijar a mão do militar, reviravolta. O paulista dispara o bacamarte. É seguido pela infantaria. Paiacus não têm tempo de reagir. Fim do dia: 400 índios mortos; 260 aprisionados.

O padre João da Costa, em missão na aldeia, se revolta. Exige a libertação dos presos. Recorre a diversas instâncias. A resposta de Portugal só vem dois anos depois. Índios são soltos; Morais Navarro é preso. 


SAIBA MAIS
A Guerra dos Bárbaros, de Pedro Puntoni (Ed. Hucitec/Edusp/Fapesp, 2002)
 

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