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Grata à Isabel, Guarda Negra deu sangue por monarquia E-mail
Escrito por Natália Pesciotta   

Abolicionistas e ex-escravos iam contra a corrente ao defender a princesa.

Defender Isabel, a Princesa Regente, acima de todas as coisas. Era esse o objetivo da Guarda Negra da Redentora, organizada em 22 de setembro de 1888 por abolicionistas e ex-escravos. Cada novo membro jurava: “Pelo sangue de minhas veias, pela felicidade de meus filhos, pela honra de minha mãe e a pureza de minhas irmãs, e, sobretudo, por este Cristo”, defender “o trono de Isabel, a Redentora”.

Gratos pela assinatura da Lei Áurea, e contrariando a ideologia da maioria dos ex-escravos, republicanos, a Guarda Negra empenhava-se pela monarquia. O próprio abolicionista José do Patrocínio, à frente do grupo, havia sido republicano ferrenho. A oposição o chamava de “vendido”.

As seções da Guarda eram secretas e a quebra do sigilo podia acabar em morte. Entre outras ações, o grupo armava-se de cassetetes para dissipar ouvintes em comícios favoráveis à República.

 

Comentários 

 
#1 Fábio Yabu 15-07-2011 19:42
É uma pena que se ensine tão pouco sobre essa personagem fascinante da História do nosso país.
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