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Um luxo de mulher E-mail
Escrito por Luiz Henrique Gurgel   

8 de dezembro - dia da mulata

Olha / Esta mulata quando dança / É luxo só / Quando / Todo o seu corpo se embalança / É luxo só. (Ary Barroso e Luiz Peixoto - É Luxo só)

Fascínio cantado em prosa e verso; tipo brasileiro por excelência; sensualidade genuína. Não faltam imagens para celebrar a mulata, símbolo construído por vezes de maneira torta. Virou sinônimo de mulher exótica, com forte apelo aos sentidos.

Mulheres negras foram as maiores vítimas da escravidão. Além da exploração do trabalho, havia a exploração sexual. E ainda levaram a fama. Viajantes europeus que percorreram o País até o século 19 afirmavam que negras e mulatas tinham "lubricidade sem limites".

Para Gilberto Freyre, o fascínio português pela mulata viria dos tempos em que mouros estiveram na Península Ibérica: "O longo contato com os sarracenos deixara idealizada entre os portugueses a figura da moura-encantada, tipo delicioso de mulher morena e de olhos pretos, envolta em misticismo sexual..."

Silveira Bueno, em seu dicionário, dá duas origens para o termo. Derivaria de mula, burro. Ou teria origem na palavra árabe muallad, que significa filho de pai mouro e mãe branca.

A mulata continua a tal. E até virou profissão. Brasileiras se apresentam pelo mundo em shows de samba. Muitas contrariam o estereótipo: tiveram de rebolar para aprender a sambar.
 

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