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"Serenamente dou o último passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História" E-mail
Escrito por redação   

24 de agosto de 1954 - dia da morte de Getúlio Vargas

Estas são palavras da carta-testamento de Getúlio Vargas. Em 1954, no dia 24 de agosto, ele cumpria a promessa de só deixar a presidência da República morto. Deu um tiro no coração. Na carta, indícios dos motivos: “À sanha dos meus inimigos deixo o legado de minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer pelos humildes tudo aquilo que eu desejava.”

O suicídio é o cume de longa crise. A popularidade do presidente estava intacta entre as classes baixas, mas não entre aqueles que detinham o poder econômico. A oposição crescia. Em 1953, a revista americana Time queixava-se da “violenta expansão do nacionalismo” comandada por Vargas. Empresas estrangeiras sentiam-se em perigo. E o governo se envolvia em escândalos administrativos.

No início de agosto de 1954, a situação fica insustentável, quando a guarda pessoal de Getúlio se envolve em atentado contra o jornalista Carlos Lacerda. Mas o presidente não pensa em renúncia: “Estou muito velho para ser desmoralizado e já não tenho razões para temer a morte”, diz ao vice Café Filho. As pressões aumentam.

Militares, políticos e auxiliares vão ao Palácio do Catete no dia 23. O ministro da Guerra, Zenóbio da Costa, propõe afastamento temporário. “Ele poderá voltar… e com mais força”, diz alguém. “Não, ele não voltará”, teria retrucado Zenóbio. De madrugada, Getúlio concorda com o afastamento. Vai para o quarto. Momentos depois, ouve-se o tiro.
 

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