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Luiz Melodia canta passado do samba sem mania E-mail
Escrito por Rafael Capanema   

Intérprete investe em composições não tão conhecidas de clássicos do samba e traz uma única música própria, em parceria com Renato Piau.

O repertório é, em grande parte, centrado em sambas das décadas de 1930, 1940 e 1950. Mas sem mania de passado, assim como na música de Paulinho da Viola. O novo disco de Luiz Melodia, músico que explora com maestria diversas possibilidades de arranjo, melodia e letra, foca-se em suas notáveis qualidades de intérprete. Debruçado sobre um universo de riqueza inestimável, seria natural que realizasse um disco primoroso. E assim o fez.

Estação Melodia, todo arranjado com instrumentação tradicional de samba, abre com Tive Sim, clássico de Cartola. Nas canções que se sucedem, o intérprete foge de escolhas óbvias ao investir em composições não tão conhecidas, mas indiscutivelmente belas, de gente como Noel Rosa, Geraldo Pereira, Jamelão, Ismael Silva e seu pai, Oswaldo Melodia. A única música própria é a curiosa e delicada Nós Dois (deixe-me aparecer / me iluminar pra você / ser seu shoyu, seu dendê), parceria com Renato Piau.


E mais...
Pramarte

Lançamento do paulistano Mauricio Pereira evidencia seu lirismo interplanetário. Destaque para a faixa título, um belíssimo samba.

Tá no Sangue e no Suor
Das andanças do paraibano Chico Salles, surge a união entre o forró nordestino e o samba carioca. O disco tem regravações e composições inéditas.

Desvio
A inventividade de Kleber Albuquerque se reflete no bonito projeto gráfico do CD, cujas sonoridades e letras passam longe do lugar-comum.
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